Consórcio em 2026: alternativa cresce diante dos juros altos do financiamento

    0

    O consórcio voltou a ganhar força em 2026 como uma opção para consumidores que buscam adquirir bens sem arcar com os altos juros do financiamento. Com a taxa Selic em 14,5%, o crédito tradicional permanece caro e inacessível para muitas famílias, o que impulsiona o interesse pelo sistema de consórcios.

    Dados da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) apontam que o número de consorciados atingiu 12,78 milhões em janeiro deste ano, o que representa uma alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, as vendas cresceram 12,9% e os créditos comercializados superaram R$ 43 bilhões, alta de 23,7%.

    Como funciona o consórcio frente ao financiamento

    O consórcio é um grupo de pessoas que contribuem mensalmente para a compra de um bem, sorteado periodicamente entre os participantes. Embora não haja cobrança de juros, a contemplação do produto pode demorar, dependendo da sorte ou da oferta de lances. Isso torna o consórcio ideal para quem não tem pressa.

    Já o financiamento libera o bem de forma imediata, após aprovação do crédito, mas exige pagamento de juros que podem ser altos. Atualmente, as taxas giram em torno de 1,5% a 2% ao mês, o que encarece consideravelmente o custo final do bem.

    Perfil dos consumidores que optam pelo consórcio em 2026

    A classe média, especialmente profissionais liberais entre 30 e 50 anos, está entre os principais interessados no consórcio. Essas pessoas preferem evitar os juros exorbitantes do financiamento e planejam a compra a longo prazo, valorizando o controle financeiro.

    Investidores também buscam o consórcio como estratégia, utilizando lances para acelerar a contemplação e lucrar com a revenda dos bens, como carros e imóveis, valorizados após a aquisição.

    Vantagens e desvantagens do consórcio

    O consórcio oferece benefícios claros em cenários de juros altos, pois não cobra juros sobre o valor das parcelas, apenas uma taxa de administração. Ele serve como uma poupança forçada para quem tem dificuldade em guardar dinheiro e pode ainda permitir o uso do FGTS na compra de imóveis.

    No entanto, o consórcio apresenta riscos e limitações. Não há garantia de quando o consumidor será contemplado e as taxas administrativas, fundo de reserva e seguros podem elevar o custo total. Além disso, quem precisa do bem com urgência pode considerar o consórcio uma armadilha.

    Outro ponto é que planos muito longos, de 10 ou até 20 anos, podem se tornar um compromisso financeiro pesado, principalmente se o consumidor não analisar bem o contrato, que pode conter regras sobre desistência, multas e reajustes.

    Vale a pena escolher o consórcio em vez do financiamento?

    Para exemplificar, um carro de R$ 80 mil financiado em 72 meses com entrada de 20% (R$ 16 mil) terá parcelas de cerca de R$ 1.600, totalizando aproximadamente R$ 130 mil. No consórcio, as parcelas ficarão em torno de R$ 1.300, com custo final perto de R$ 94 mil, considerando taxa de administração e outras despesas.

    Apesar do tempo maior para receber o veículo, o consórcio pode ser a melhor escolha para quem visa economizar evitando os juros altos do financiamento. Já quem necessita do bem imediato e aceita pagar a mais, pode optar pelo crédito tradicional.

    Por fim, o ideal é sempre fazer as contas e planejar cuidadosamente antes de optar, lembrando que comprar à vista continua sendo a forma mais vantajosa. O portal EventiOZ sinaliza que alternativas como o consórcio ganham espaço diante do atual cenário econômico e das taxas de juros elevadas, sobretudo com mudanças recentes como a [queda da taxa Selic para 14,5%](https://eventioz.com.br/taxa-selic-cai-para-145-e-traz-mudancas-no-credito-e-investimentos/){target=”_blank” rel=”nofollow noopener”} e demais ajustes no mercado de crédito.

    Share.
    Leave A Reply