Comprar um computador novo nunca foi tão desafiador. A escassez global de componentes, especialmente memória RAM, está pressionando os preços para cima, afetando desde laptops e tablets até consoles de videogame. Grandes empresas como Apple, Microsoft e Valve anunciaram aumentos expressivos nos valores de seus produtos, indicando que esse cenário pode se estender por um bom tempo.
O impacto da falta de componentes não é novidade, mas a intensidade do efeito atual surpreende o mercado. Com a demanda crescente de data centers voltados para inteligência artificial, os preços de RAM e armazenamento disparam, o que dificulta o acesso aos dispositivos mais recentes para consumidores comuns. Veja a seguir o que mudou nas linhas de produtos dessas gigantes da tecnologia.
A Steam Machine chega com preço quase duas vezes maior que PS5
A Valve revelou o preço da tão esperada Steam Machine, um PC com formato de console e desempenho comparável ao PlayStation 5. O modelo básico, com 512 GB de armazenamento, parte de US$ 1.049 – quase o dobro do preço do console da Sony lançado há seis anos.
Se o consumidor quiser o controle incluso, precisará desembolsar mais US$ 79. A versão mais robusta, com 2 TB, sai por um adicional de US$ 300. Antes do lançamento, a Valve já havia avisado que a crise de componentes levou a um reajuste nos valores. Um engenheiro da empresa comentou que o ideal seria um preço mais baixo, provavelmente cerca de US$ 250 a US$ 300 a menos.
Microsoft lança Surface mais barato, mas com metade da memória RAM
Em resposta ao cenário atual, a Microsoft apresentou versões mais acessíveis de seus dispositivos Surface. O Surface Pro de 12 polegadas sai agora por US$ 849 e o Surface Laptop de 13 polegadas por US$ 949. Porém, para atingir esse preço, a empresa reduziu a memória RAM de 16 GB para 8 GB, um corte significativo.
Embora mais barato que as versões base anteriores, que subiram para US$ 1.049 e US$ 1.199, essa alteração pode impactar a experiência do usuário. Essa movimentação está ligada diretamente à escassez de memória e componentes que vem afetando o mercado.
Apple ajusta preços em toda a linha, incluindo MacBooks e iPads
Hoje, a Apple anunciou um aumento considerável nos preços de seus produtos, como MacBooks, iPads, HomePods e Apple TVs. Por exemplo, o MacBook Neo subiu de US$ 599 para US$ 699. A companhia justificou a decisão destacando que o custo dos componentes aumentou de uma forma sem precedentes, impulsionado pelo boom de centros de dados ligados à inteligência artificial.
A situação afeta profundamente a disponibilidade e acessibilidade dos gadgets da marca, tradicionalmente reconhecida por sua eficiência na gestão da cadeia de suprimentos. Esta alta repete a tendência de preços mais elevados no mercado, um tema que está detalhado na cobertura sobre a crise mundial da memória RAM.
Xbox eleva preços em até US$ 100 e prevê alta contínua
A Microsoft também reajustou os valores dos consoles Xbox, com o Xbox Series S agora começando em US$ 499,99, uma alta de pelo menos US$ 100. A empresa informou que o aumento se deve à alta de mais de 2,5 vezes nos custos de armazenamento e memória para consoles, e que projeta uma possível duplicação desses valores até o final de 2027.
Antes dessa alta, quem buscava os consoles encontrou ofertas especiais, conforme divulgado em links de promoções recentes. No entanto, com a tendência de alta consolidada, o bolso do consumidor deve sentir o impacto por um bom tempo.
A raiz do problema: a corrida pelos componentes para inteligência artificial
O fenômeno da alta de preços está ligado à grande demanda do setor de inteligência artificial. Empresas que constroem centros de dados para treinar modelos de IA competem ferozmente por componentes como memória RAM e SSDs. Essas corporações estão dispostas a pagar valores muito maiores, deixando menos peças e preços mais altos para quem quer montar um PC ou adquirir dispositivos para uso pessoal.
Essa disputa pelo estoque torna a compra de tecnologia cada vez mais onerosa para o público geral. Mesmo players com cadeias de suprimentos robustas, como a Apple, mostram-se vulneráveis a essas pressões. Essa dinâmica deve continuar enquanto a inteligência artificial ocupar espaço central no futuro da tecnologia.
Vale a pena comprar um computador novo nesta crise de memória RAM?
Com preços em alta e componentes em falta, a decisão de adquirir um computador novo exige cautela. Se o consumo não for urgente, adiar a compra pode evitar gastos indevidos. Porém, para quem precisa imediatamente, é importante avaliar cuidadosamente configurações e custo-benefício diante dessa crise na memória RAM que segue impactando o mercado.
Do lado dos consoles, os avanços técnicos e ajustes de preço mostram que a realidade para o consumidor será mais cara nas próximas temporadas. A tendência é que essa escalada continue enquanto as batalhas por chips e memórias prevalecerem.
Para os amantes da tecnologia e leitores do EventiOZ, ficar atento às mudanças de mercado e novidades das fabricantes é essencial para decidir o melhor momento de compra.

