TÍTULO: Mídia avança para a nova fase do vídeo nas redes sociais, sem sinais de desaceleração
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TAGS: mídia digital, vídeo nas redes sociais, conteúdo digital, redes sociais, produção de vídeo
META: A mídia aposta em vídeo nas redes sociais com novo formato, combinando vertical e horizontal, para conquistar públicos em plataformas como TikTok e YouTube.
Nos últimos dez anos, a indústria da mídia tem se reorganizado para apostar no conteúdo em vídeo. Após uma primeira tentativa que prometia revolucionar a forma de consumir notícias, o setor enfrenta agora uma nova fase, marcada pela consolidação do vídeo vertical e pela busca de formatos que combinam rapidez, espontaneidade e alcance.
Enquanto as editoras ainda se adaptam aos hábitos do público, as plataformas digitais já avançam com investimentos em produções mais longas e horizontais, preparando o terreno para um futuro onde o vídeo se tornará onipresente, tanto nos celulares quanto nas televisões conectadas.
O primeiro movimento da mídia para o vídeo nas redes sociais
Há quase uma década, empresas de mídia investiram pesado em vídeos para as redes sociais. A expectativa era que conteúdos audiovisuais ajudassem a ampliar a audiência e gerassem fontes de receita inéditas. Nesse período, tanto veículos impressos quanto digitais adotaram estratégias centralizadas em vídeos nas redes, principalmente em plataformas como Facebook.
No entanto, com o tempo, essa aposta revelou fragilidades. Identificou-se que as métricas de visualizações foram infladas, especialmente pelo Facebook, causando uma falsa sensação de sucesso. Como consequência, cortes significativos foram feitos nos times de redação e depois nas equipes de vídeo, devido ao retorno financeiro abaixo do esperado. Essa primeira fase deixou na indústria da mídia uma lembrança associada a instabilidade e demissões.
O novo estágio do vídeo social e o impacto do TikTok
O cenário mudou com o crescimento acelerado do TikTok durante a pandemia, o que fez com que as redes reorganizassem seus feeds para priorizar o vídeo, criando um ambiente onde conteúdos rápidos, com estilo selfie e altamente espontâneos dominam a atenção do público. A produção de vídeo deixou de ser um processo complexo e caro para se tornar algo acessível a qualquer usuário com smartphone.
A pesquisa da Pew Research indica que 20% dos americanos consomem notícias pelo TikTok, chegando a 39% entre pessoas de 18 a 29 anos. Plataformas como YouTube já respondem por quase 16% do tempo total de televisão assistida nos EUA, mostrando a adesão massiva a esse tipo de conteúdo. Apesar disso, muitas redações ainda estão na fase de adaptação, enfrentando desafios para integrar jornalistas às telas e produzir vídeos autênticos e diretos.
Mídia tradicional e a colaboração com criadores
Alguns veículos se destacam por sua antecipação à onda do vídeo curto, como o The Washington Post, que alcançou sucesso no TikTok antes mesmo que muitos concorrentes entrassem na plataforma. Além de criar conteúdo internamente, algumas organizações têm estabelecido parcerias com influenciadores para ampliar sua presença.
Projetos colaborativos surgem, como o programa apoiado pela Poynter e Microsoft, que conecta criadores a redações para desenvolver vídeos específicos para redes sociais. Formatos inovadores também ganham espaço. O New York Times, que já é conhecido por seus vídeos documentais, lançou recentemente a série vertical The Call, que busca aproximar o espectador por meio de atualizações em formato de vídeo chamada, promovendo uma narrativa mais íntima.
Os novos desafios do vídeo para a mídia e as plataformas digitais
O formato vídeo já é essencial e muitos players seguem expandindo suas ofertas. Meta, dona do Facebook e Instagram, experimenta formas de entregar vídeos em tela cheia logo na abertura dos apps, enquanto o tempo gasto em Reels alcançou recordes no terceiro trimestre de 2026.
Além dos vídeos curtos, as plataformas já começam a investir em produções mais longas e horizontais, mirando também o público que consome conteúdo em televisores conectados. YouTube, por exemplo, tem incentivado criadores a produzir séries exclusivas e programas em formato tradicional, abrindo caminho para que até veículos de notícias pensem em formatos mais densos, como a BBC criou com sua programação 24 horas ao vivo no YouTube.
Vale a pena acompanhar esse avanço no vídeo nas redes sociais?
O movimento da mídia para focar no vídeo social é inevitável. As redes já dominam a forma como as pessoas consomem informação e entretenimento, e a adaptação dos veículos é necessária para manter o diálogo com novas gerações. No entanto, o setor precisa lidar com questões antigas, como a dificuldade de monetizar o alcance e a dependência das métricas das plataformas.
Enquanto o formato curto ainda domina e atrai massa, a mídia já prepara terreno para conteúdos mais longos e sofisticados, o que pode exigir novos investimentos de produção e criatividade. Para o público, isso indica um futuro com variedade e formatos híbridos, onde vídeos selfie e produções tradicionais vão coexistir em diferentes espaços digitais.
Para quem acompanha as tendências da mídia, eventos como este reforçam a importância de estar atento às mudanças nos hábitos de consumo e às estratégias inovadoras que surgem para manter o conteúdo relevante. O EventiOZ continuará trazendo as principais movimentações do mercado, mostrando como o vídeo nas redes sociais se tornou um campo aberto para transformação tecnológica e editorial.
Entre as novidades deste campo, vale destacar ainda como a inteligência artificial tem influenciado o processo de produção e distribuição, tema que tem sido amplamente debatido em outras áreas da tecnologia, como a segurança digital.

