John Woo, nome icônico do cinema de ação, voltou a chamar atenção com seu remake de “The Killer”, filme originalmente lançado em 1989. A nova versão, com 126 minutos de duração, traz uma abordagem moderna e um elenco internacional, conquistando os espectadores ao redor do mundo através da Netflix. O thriller de ação apresenta uma narrativa intensa e sequências que valorizam o estilo marcado do diretor.
Lançado originalmente no verão de 2024 pela plataforma Peacock, o filme acompanha a história da assassina profissional Zee, vivida por Nathalie Emmanuel, que atua em Paris. Ela tem a missão de eliminar membros de uma gangue durante uma festa em uma boate, mas acaba poupando a vida da cantora americana Jenn, interpretada por Diana Silvers, que fica cega após um tiroteio. Isso coloca ambas no alvo de seus inimigos e força Zee a lidar com dilemas morais e sua lealdade.
Por que John Woo decidiu refazer seu próprio filme?
O novo “The Killer” se inspira diretamente no longa de 1989 do próprio John Woo, com uma mudança significativa: o protagonista masculino deu lugar a uma protagonista feminina. A ambientação também mudou, saindo de Hong Kong para Paris. Essas escolhas dividiram o público, gerando questionamentos sobre o motivo da decisão do cineasta em revisitar seu próprio trabalho.
Durante vários anos, Hollywood tentou adaptar “The Killer” para o mercado americano, envolvendo grandes nomes como Nicolas Cage, Denzel Washington e Richard Gere, mas o projeto nunca foi concretizado. Diante disso, Woo optou por assumir pessoalmente a direção, garantindo que a ideia fosse executada como ele imaginava. O diretor aproveitou para reinterpretar o filme, fugindo de uma cópia exata e valorizando suas características visuais marcantes, como as cenas em câmera lenta e a coreografia quase balética das sequências de ação.
No entanto, a recepção crítica foi misturada. No Rotten Tomatoes, o longa mantém uma avaliação mediana com 59% dos críticos aprovando e apenas 48% dos espectadores demonstrando satisfação. Apesar de alguns fãs reconhecerem a tentativa de trazer uma nova perspectiva, houve quem desapontou com a abordagem revisitada pelo diretor.
O sucesso inesperado de “The Killer” na Netflix
Embora a crítica tenha se mostrado dividida, “The Killer” encontrou um público sólido ao chegar na Netflix dois anos após sua estreia inicial. Segundo dados do Flix Patrol, o filme já ocupa o quinto lugar no ranking global da plataforma, competindo com lançamentos diversos, como a comédia romântica “Office Romance”, estrelada por Jennifer Lopez, e o documentário provocativo “Maternal Instinct”.
Vale destacar que, nos Estados Unidos, “The Killer” ainda não está disponível na Netflix e pode ser visto apenas na Peacock. Dessa forma, quem ainda não possui o título em mídia física ou não assinou a plataforma precisa buscar esse caminho para conferir um dos filmes mais controversos da filmografia recente de Woo. O longa mostra como a mistura entre ação, crime e thriller ainda conquista públicos de diferentes perfis.
Elenco e produção do remake “The Killer”
Além de Nathalie Emmanuel e Diana Silvers, “The Killer” conta com a participação de Omar Sy, no papel de Sey, e Sam Worthington como Finn. O roteiro é assinado por John Woo em parceria com Brian Helgeland, Josh Campbell, Matt Stuecken e Eran Creevy. A produção envolve Alex Gartner, Charles Roven, Lori Tilkin, Terence Chang, Robin Mulcahy Fisichella e o próprio Woo.
Com 126 minutos de duração, o filme mantém o ritmo acelerado típico das obras de Woo, com cenas elaboradas que mesclam violência estilizada e tensão dramática. O longa explora temas de redenção e lealdade, mesmo diante de um universo cercado por intrigas criminosas e conflitos pessoais.
Como “The Killer” se destaca na carreira de John Woo?
John Woo é reconhecido mundialmente por clássicos do cinema de ação como “A Better Tomorrow”, “Bullet in the Head”, além das produções hollywoodianas “Missão: Impossível 2” e “Face/Off”. “The Killer” é mais uma obra que reforça sua influência, mesmo que o remake tenha gerado opiniões contrastantes.
Atualizando seu próprio trabalho, Woo manteve elementos visuais e temáticos que já são sua marca registrada. A mudança do protagonista para uma mulher e o cenário europeu mostram sua disposição para inovar dentro do próprio universo que ele ajudou a criar. Para fãs de ação e cinema internacional, essa releitura traz uma experiência diferente, ampliando o legado do diretor.
Vale a pena assistir “The Killer” de John Woo?
Apesar das avaliações críticas moderadas, a popularidade de “The Killer” na Netflix indica que o filme converteu parte do público com sua mistura de ação intensa e drama. Para quem aprecia sequências coreografadas e histórias que questionam a moralidade de seus personagens, o remake tem atrativos importantes.
No entanto, vale lembrar que o longa ainda não está disponível na Netflix dos Estados Unidos, sendo necessário acessar a Peacock para quem reside por lá. A experiência pode ser interessante para quem acompanha a trajetória de John Woo e busca entender como seu estilo clássico se adapta aos tempos atuais.
No EventiOZ, buscamos trazer as notícias mais relevantes do entretenimento, como a repercussão deste remake que já é destaque global. Para quem gosta de acompanhar lançamentos e novidades do streaming, vale ficar de olho em outras produções que vêm conquistando público, como as séries de ficção científica que superam obras literárias em mundo construído ou o trailer oficial de lançamentos aguardados, como o próximo Cyberpunk: Edgerunners 2.

