Desde sua estreia, o filme Supergirl tem dividido opiniões entre os fãs. A atuação da atriz Milly Alcock tem sido elogiada pela forma como retrata a heroína Kara Zor-El, lutando para se encontrar no universo heroico. Apesar disso, a produção enfrenta críticas, especialmente pela caracterização de personagens e escolhas estéticas discutíveis.
Um ponto que gerou bastante polêmica é a música usada na cena final do terceiro ato. A canção “The Middle”, de Kelty Greye com KidMotel, toca em câmera lenta enquanto Supergirl salva a personagem Ruthye, mas a combinação entre trilha sonora e sequência não agradou ao público. Além disso, os problemas do filme vão além da música e revelam uma fraqueza visual que pode comprometer o futuro do DCU.
James Gunn e os desafios na nova fase do DCU
James Gunn é reconhecido pelo impacto positivo que trouxe ao Universo DC. Ele comandou projetos como Superman, Peacemaker e Creature Commandos, diversificando a franquia de maneira inédita. Mesmo não sendo o diretor de Supergirl, sua influência aparece no filme, incluindo a decisão sobre a trilha sonora do terceiro ato, que, de acordo com o diretor Craig Gillespie, foi ideia de Gunn.
Apesar do apoio ao trabalho do produtor, o maior problema do filme Supergirl está no clímax visual. Toda a sequência final é permeada por uso excessivo de CGI, num cenário rochoso e desolado, com predominância de tons marrons e laranjas. Essa paleta apagada cria um ambiente sem vida, onde o traje vermelho e azul da heroína até se destaca, mas não consegue salvar o visual monótono e a sensação artificial da cena.
Final carregado de CGI prejudica experiência visual
A saturação de efeitos digitais em filmes de super-heróis não é novidade, e Supergirl não foge à regra. Mesmo produções populares do DCEU, como Wonder Woman, receberam críticas semelhantes por abusarem do CGI no momento decisivo. Contudo, o caso de Supergirl se destaca pela falta de dinamismo e criatividade na escolha visual.
O contraste com o primeiro filme da nova fase do DCU, Superman, é notório. Esse, embora também investisse em computação gráfica, manteve cenas coloridas e vibrantes, agradando visualmente. No caso de Supergirl, as cenas finais não só receberam uma música discutível como se mostraram visualmente pobres, incapazes de empolgar e prender a atenção do público.
Alterações no roteiro e repetição de erros antigos
James Gunn também optou por mudar elementos importantes da história original. No roteiro, por exemplo, o destino de um personagem chamado Krem foi modificado, contrariando a versão dos quadrinhos. O cineasta insistiu para que essa adaptação fosse mantida, o que gerou debates entre os fãs das HQs.
Além disso, o enredo do filme apresenta erros que se assemelham a decisões controversas de outros filmes da DC, como o assassinato de Zod em Man of Steel. A abordagem de Supergirl traz de volta essas escolhas narrativas polêmicas, combinadas ao visual inexpressivo, o que levanta dúvidas sobre a direção criativa da franquia sob o comando de Gunn.
Supergirl e o futuro incerto do DCU
Embora o Universo DC tenha grandes planos, incluindo o próximo lançamento do filme Clayface ainda em 2026, Supergirl não alcançou as expectativas de ser um marco positivo. O destaque excessivo para a trilha sonora na reta final acabou ofuscando os problemas maiores, especialmente no quesito visual e narrativo.
Esse cenário acende um alerta sobre os desafios do DCU em reconquistar a confiança do público e adaptar seus personagens de forma relevante. O desempenho de Supergirl levanta dúvidas sobre o que virá a seguir na franquia e se os erros recentes serão evitados em futuras produções.
Vale a pena assistir Supergirl?
Para quem é fã do universo dos super-heróis, Supergirl pode ser interessante especialmente pela atuação de Milly Alcock e pela proposta de explorar uma nova heroína. No entanto, os problemas visuais, a narrativa discutível e a escolha polêmica de trilha sonora na última parte comprometem a experiência geral.
O filme é mais indicado para aqueles que acompanham o DCU e querem acompanhar sua evolução, apesar das falhas. Para novos espectadores, pode parecer confuso e pouco atrativo, principalmente se comparado com outras produções recentes da franquia. Em um universo de filmes de ação cada vez mais competitivos, esses elementos pesam bastante.
O EventiOZ acompanha de perto essas novidades do cinema e as mudanças no cenário dos super-heróis. Com a quantidade de lançamentos planejados, fica o convite para observar como o DCU vai se reposicionar após os tropes testados em Supergirl. Para quem quer distração, dá para encontrar alternativas em filmes leves e tranquilos que ajudam a dormir melhor à noite neste link.

