Parlamentares propõem proibir venda de dados de saúde por empresas de IA nos EUA

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Senadores e deputados americanos estão preparando uma nova versão do Health and Location Data Protection Act para reforçar a proteção dos dados de saúde e localização coletados, especialmente em serviços de inteligência artificial (IA). A proposta visa impedir que essas informações sejam vendidas a corretores de dados, ampliando as restrições da lei original de 2022.

Com o avanço de soluções médicas baseadas em IA e o crescente uso de chatbots para compartilhamento de dados sensíveis, o projeto surge como resposta à falta de uma regulamentação federal abrangente sobre privacidade nos Estados Unidos. O senador Ron Wyden (D-OR), Bernie Sanders (I-VT), Elizabeth Warren (D-MA) e a deputada Mary Gay Scanlon (D-PA) lideram a iniciativa.

Nova lei mira em dados de saúde compartilhados com IA

A legislação reformulada pretende proibir não apenas os corretores de dados, mas também outras empresas de comercializarem informações de saúde e localização. Isso inclui dados oriundos dos sistemas de IA, como chatbots do tipo ChatGPT ou Claude, usados pelos cidadãos para consultas ou armazenagem de registros médicos.

Desde 2022, quando apresentada pela primeira vez, a proposta tem sido aprimorada para acompanhar a evolução das tecnologias. Agora, considera o impacto dos produtos médicos desenvolvidos por laboratórios de IA e a crescente coleta de dados pessoais em ambientes digitais.

Iniciativas recentes de IA em saúde impulsionam o debate

Em janeiro, Elon Musk pediu que usuários enviassem seus exames médicos para serem analisados pelo chatbot Grok, desenvolvido pela empresa xAI. Na mesma época, a OpenAI lançou o ChatGPT Health, uma área específica para os usuários carregarem informações médicas em um ambiente mais seguro.

Além disso, a OpenAI colocou no mercado o ChatGPT for Healthcare, ferramenta voltada para profissionais de saúde. Poucos dias depois, a Anthropic apresentou o Claude for Healthcare, uma solução adequada à lei HIPAA, destinada a hospitais e pacientes.

Desafios na proteção de dados pessoais em serviços de IA

Embora essas empresas afirmem garantir a segurança dos dados, os usuários continuam vulneráveis a vazamentos e acessos não autorizados. Especialistas, como Sara Gerke, professora de direito na Universidade de Illinois, apontam que a proteção depende exclusivamente das políticas internas das companhias, dada a ausência de uma legislação federal sólida nos EUA.

O projeto prevê que a Comissão Federal do Comércio (FTC) deverá criar regras para essa lei em até 180 dias, permitindo que tanto as autoridades quanto os cidadãos possam processar empresas que violarem as normas. Para reforçar a fiscalização, está prevista a destinação de US$ 1 bilhão à FTC nos próximos dez anos.

Reação dos legisladores e importância do combate ao abuso de dados

O senador Elizabeth Warren destacou que é fundamental combater o mercado negro de dados sensíveis dos americanos, principalmente com o aumento do uso da IA para lidar com informações médicas. “Não podemos permitir que esses dados sejam explorados pelo maior lance”, afirmou em comunicado.

Com essa proposta, o Congresso dos Estados Unidos tenta preencher uma lacuna na regulação da privacidade digital, equilibrando inovação tecnológica e direitos dos consumidores. O tema ainda deve gerar debates, principalmente no contexto das rápidas mudanças na área de IA aplicada à saúde.

Vale a pena acompanhar essa proposta de proteção de dados de saúde da IA?

Considerando o crescimento das ferramentas baseadas em inteligência artificial voltadas à área médica, essa iniciativa legislativa surge no momento certo. Ela pode ser uma resposta eficaz para garantir que o armazenamento e a comercialização de dados pessoais, especialmente os de saúde, ocorram de forma mais segura e transparente.

Por outro lado, o avanço tecnológico exige que essas leis sejam constantemente atualizadas para acompanhar as novas formas de uso e abuso das informações digitais. Para quem acompanha as novidades do setor, como as tecnologias e ofertas apresentadas no mercado, entender esse movimento político é essencial para saber como seus dados podem ser protegidos daqui para frente.

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