USP abre nove cursos grátis de educação antirracista com inscrições até 21 de junho

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Professores interessados em ampliar seus conhecimentos sobre diversidade e práticas educacionais antirracistas têm uma oportunidade gratuita no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP). A instituição lançou nove cursos presenciais, que fazem parte da programação do 28º Encontro USP-Escola, marcado entre 8 e 12 de julho de 2026.

A iniciativa visa atender à legislação que exige a inclusão da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas brasileiras. As inscrições estão abertas até 21 de junho e devem ser feitas exclusivamente pelo sistema Apolo. A seleção prioriza docentes da rede pública, respeitando ordem de inscrição.

USP oferece nove opções em cursos de educação antirracista para julho de 2026

O 28º Encontro USP-Escola reserva o maior volume de atividades dedicadas à educação étnico-racial já promovido pela universidade, com quatro cursos intensivos de 30 horas e cinco minicursos de 4 horas cada. O foco é oferecer recursos para práticas pedagógicas alinhadas às Leis 10.639/2003 e 11.645/2008.

As formações abordam temas como letramento racial, literaturas negra e indígena, etnomatemática e protagonismo estudantil. Essa oferta é fundamental para professores que buscam uma formação continuada acessível e de qualidade, suprindo lacunas ainda existentes em diversas licenciaturas no país.

Cursos de 30 horas abordam múltiplas perspectivas em educação antirracista

Os quatro cursos extensivos ocorrem durante a semana, sempre em horários diurnos, para compromissos intensos de estudo e prática. Um deles, “Da Favela à Sala de Aula”, utiliza a música, literatura e depoimentos para criar atividades críticas com obras de Lima Barreto e Conceição Evaristo, culminando na elaboração de um plano de aula aplicável.

“Histórias, Oralidades Indígenas” valoriza narrativas, grafismos e línguas originárias, promovendo um diálogo sem estereótipos e incluindo rodas de conversa com o representante Jerá Guarani. Já o curso “Letramento racial para docentes”, com 100 vagas, apresenta fundamentos legais, currículo antirracista e estratégias alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Currículo Paulista.

Por fim, o curso “Literatura e formação crítica” expande o repertório por meio de textos de autores negros e indígenas de diferentes regiões, contando com participação de professores convidados para discutir cada obra.

Minicursos rápidos trazem temas específicos em educação antirracista

Para quem tem menos disponibilidade, cinco minicursos de quatro horas fornecem uma introdução densa sobre assuntos pontuais da educação étnico-racial. Entre eles está “A Educação das Relações Étnico-Raciais”, que liga legislação à pedagogia, ressaltando impactos do racismo estrutural no contexto escolar.

Outro minicurso, “A História da Educação do Negro no Brasil”, apresenta a trajetória da população negra desde o período colonial, focando nas reivindicações pelo acesso à escola. O curso “Geometranças” usa tranças afro-brasileiras para explorar padrões geométricos e inserir a etnomatemática no currículo de matemática.

“Kemet, o Berço do Conhecimento” destaca pensadores do Antigo Egito, mostrando influências africanas que antecedem a filosofia e matemática europeias. Já “Rodas de Conversa Antirracistas” ensina como círculos dialógicos podem fortalecer a autoestima de estudantes negros e promover escuta ativa em sala de aula.

Inscrição e regras para participação no sistema Apolo

Podem se inscrever candidatos com graduação concluída. O processo é totalmente digital pelo sistema Apolo, com prazo de inscrições aberto até 21 de junho. Após o cadastro, é preciso confirmar a participação até o dia 21, sob o risco de perder a vaga em caso de não confirmação.

Se a demanda superar a oferta, professores da rede pública terão prioridade com base na ordem cronológica. A certificação depende de frequência mínima de 75% e envolvimento real nas atividades ministradas durante os cursos.

Além da USP, outras instituições como a Universidade Federal do Cariri têm ampliado sua oferta de cursos gratuitos para educadores. O IFSP, por exemplo, prorrogou inscrições para cursos de formação híbrida e contínua em educação profissional, fortalecendo o acesso a qualificações na área.

Vale a pena se inscrever nos cursos de educação antirracista da USP?

Com uma ampla carga horária, abordagem interdisciplinar e foco na valorização docente, as formações gratuitas da USP oferecem uma chance importante. Elas são especialmente atraentes para professores da rede pública, que precisam atualizar suas práticas conforme as exigências legais e exigências curriculares.

Essas formações complementam a carreira docente e ampliam o acesso a conteúdos essenciais, ainda pouco contemplados em muitos cursos de licenciatura. Para quem busca qualificação na área, os cursos da USP podem ser uma excelente oportunidade para ampliar o repertório pedagógico em educação antirracista.

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Redator com 5 anos de experiência. Venho através do EventiOZ, trazer notícias frescas sobre o mundo do entretenimento e tecnologia!

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