O cenário da Apple muda definitivamente em setembro deste ano, quando Tim Cook anuncia sua saída do cargo de CEO. O executivo, que ocupava o posto desde 2011, passará o bastão para John Ternus, atual chefe de hardware, marcando o fim de uma era. A transição representa uma mudança profunda no time de líderes, que gradualmente se distancia da influência direta de Steve Jobs.
Com a saída de Cook, a lista daqueles que integraram o círculo mais próximo do cofundador da Apple fica significativamente menor. Ainda assim, nomes históricos do passado da empresa permanecem em cargos importantes para fazer a ponte entre o legado de Jobs e os novos rumos da companhia.
Tim Cook encerra ciclo de 15 anos na liderança da Apple
Tim Cook, que assumiu a chefia da Apple após a morte de Steve Jobs, deixa o comando da empresa após 15 anos. Durante sua gestão, Cook consolidou a empresa como uma das maiores do mundo, transformando a Apple em um gigante avaliado em US$ 4 trilhões. Seu papel foi fundamental para o crescimento dos serviços e das vendas de hardware, mas agora o desafio passa a ser de seus sucessores.
O nome escolhido para sucedê-lo é John Ternus, vice-presidente sênior de engenharia de hardware. Ternus entrou na Apple em 2001 e liderou projetos importantes lançados depois da era Jobs, como os AirPods e o iPhone Air. Sua promoção é vista como um símbolo da continuidade tecnológica, porém com uma liderança menos ligada diretamente ao cofundador da empresa.
Secções de liderança que marcam a ligação com Steve Jobs
Embora o time diminua a cada ano, alguns executivos experientes que acompanharam Steve Jobs ainda permanecem na Apple. Eddy Cue, vice-presidente sênior de serviços que entrou na empresa em 1989, mantém uma presença importante, mantendo viva a filosofia da época pré-Cook. Outro nome tradicional é Phil Schiller, responsável pelo marketing desde a era Jobs e que ainda supervisiona o App Store mesmo após passar a um papel reduzido em 2020.
Outros líderes da velha guarda incluem Greg Joswiak, que assumiu o marketing em 2020 depois de anos trabalhando sob Jobs, e Craig Federighi, chefe de software que tem ligação com Jobs desde a aquisição da NeXT, empresa do cofundador, em 1996. Embora muitos tenham saído, esses executivos ainda ajudam a garantir certa continuidade na cultura da Apple.
Executivos-chave do passado que já saíram
Há vários nomes históricos que deixaram a Apple nos últimos anos. Scott Forstall, antigo líder do iOS e considerado uma possível sucessão para Jobs, foi afastado em 2012 após o fracasso do lançamento do Apple Maps. Bob Mansfield, importante no processo de transição para processadores Intel e posteriormente em projetos como o Apple Watch e o desenfreado Apple Car, se aposentou em 2020 após diversas tentativas de Cook para mantê-lo na empresa.
Doug Field, contratado diretamente por Jobs para liderar o design dos Macs, deixou a Apple em 2013, retornou em 2018 e saiu definitivamente em 2021. Já Dan Riccio, figura central no desenvolvimento do hardware, se aposentou em 2024. Jeff Williams, ex-COO, também saiu recentemente, tendo sido peça fundamental em ideias como a tela de vidro do iPhone original. O designer Jony Ive, amigo próximo de Jobs, deixou a empresa em 2019, encerrando um capítulo importante da história da Apple.
Novos líderes assumem o desafio de continuar o legado da Apple
Enquanto a nova equipe de gestão se consolida, John Ternus representa a geração que trabalhou tanto com Jobs como com Cook. Além dele, Johny Srouji, que está na Apple desde 2008 e coordenou o lançamento dos primeiros chips próprios da empresa, ocupa a posição de chefe de hardware. Sabih Khan, que ingressou em 1995, promoveu-se a diretor operacional em 2025.
Agora, cabe a esses líderes desenhar os próximos passos de uma companhia que se transformou radicalmente nas últimas duas décadas. Durante o comando de Cook, a Apple cresceu em faturamento e inovação, mas a mudança no topo aponta para novos desafios e oportunidades. Para quem acompanha o universo tecnológico, essa troca na liderança é um momento decisivo que pode levar a Apple a um capítulo completamente diferente.
Vale a pena acompanhar a nova fase da liderança da Apple?
Para o público que acompanha notícias de tecnologia e negócios, essa transição na Apple é um marco. A mudança do comando traz a possibilidade de transformações tanto na cultura quanto nos produtos da empresa. Considerando o histórico de inovações, é interessante observar como a nova equipe vai manter o legado e responder às novas demandas do mercado, especialmente em um momento em que a indústria passa por rápidas evoluções tecnológicas.
No EventiOZ, continuaremos atentos às novidades e às decisões estratégicas que possam impactar o futuro da Apple, trazendo notícias fresquinhas para quem busca estar bem informado sobre as gigantes da tecnologia.

