TÍTULO: The Odyssey revela a força do formato IMAX para cinema imersivo
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TAGS: The Odyssey, IMAX, Christopher Nolan, cinema 70mm, filme épico
META: The Odyssey, de Christopher Nolan, mostra que o filme em 70mm IMAX proporciona uma experiência visual incomparável, destacando detalhes que passam despercebidos em formatos tradicionais.
O filme The Odyssey, dirigido por Christopher Nolan, impressiona não apenas pela narrativa, mas também pela maneira como a história é contada por meio da tecnologia IMAX. Lançado em 2026, o longa foi filmado integralmente com câmeras 70mm IMAX, trazendo uma nova dimensão para o espectador. Para muitos, a experiência convencional em 35mm não entrega o impacto total da obra.
Rever o filme em sessões IMAX deixa claro o motivo pelo qual Nolan optou por esse formato. Os detalhes das cenas, especialmente aquelas envolvendo as criaturas gigantescas do épico, ganham volume, escala e uma riqueza visual só encontrada em telas maiores e mais altas. Isso mudou a percepção de público e críticos sobre como tecnologias antigas, mas poderosas, ainda são essenciais para o cinema.
Filmar The Odyssey completamente em 70mm IMAX
The Odyssey é notável por ser o primeiro longa-metragem rodado inteiramente com câmeras 70mm IMAX, tecnologia que há muito tempo é reverenciada por proporcionar imagens de altíssima qualidade. Nolan escolheu essa técnica para amplificar a grandiosidade do clássico épico de Homero, enfatizando o impacto visual e a imersão do espectador.
Apesar do formato 35mm ser mais comum e acessível, o 70mm oferece um quadro muito maior, com mais detalhes e definição. Nolan utilizou esse formato para criar cenas que exploram a escala dos cenários, principalmente durante os confrontos com personagens mitológicos como o Ciclope Polifemo e a monstruosa Escila.
Diferença clara entre 35mm e IMAX na experiência visual
Ao assistir The Odyssey em 35mm, o público percebe o essencial da história, mas certos elementos parecem limitados pela proporção da tela. Por exemplo, as cenas imensas de batalha ou perseguição perdem um pouco da grandiosidade quando exibidas em um formato mais estreito e cropped.
Já nas sessões IMAX, com relação de aspecto 1.90:1 e capacidade para exibir quatro vezes mais imagem que o 35mm, a experiência muda completamente. É possível enxergar detalhes sutis — como os gestos do ator Bill Irwin interpretando o Ciclope — e a escala da criatura ganha profundidade, aumentando o impacto das cenas de tensão.
Limitações da exibição 70mm no circuito comercial
Embora Nolan tenha trazido inovação com o uso exclusivo do 70mm IMAX, o formato impõe desafios para o público. No mundo, existem apenas cerca de 40 salas de exibição equipadas para projetar filmes nesse padrão, sendo 25 delas nos Estados Unidos. Portanto, a maior parte da audiência assiste a versões menos impactantes.
Além disso, as sessões IMAX costumam ser mais caras, o que leva alguns a questionarem se o diretor está priorizando o aspecto artístico em detrimento da acessibilidade. Essa exclusividade também valoriza o formato, criando uma aura em torno dos lançamentos e estimulando o público que busca ver produções distintas.
IMAX e o mercado cinematográfico: tecnologia e demanda
Segundo Richard Gelfond, CEO da IMAX, a indústria enfrenta dificuldades para expandir as sessões em 70mm por limitações na produção de novos projetores e altos custos para instalação das telas adequadas. A maioria dos cinemas prefere investir em ajustes em equipamentos existentes, o que restringe o número de exibições possíveis em alta qualidade.
De certa forma, The Odyssey evidencia que há demanda para filmes nessa qualidade, provocando uma reflexão sobre investimentos futuros no setor. Porém, a escassez do formato também é usada como ferramenta de marketing, valorizando a experiência e incentivando públicos a buscar cada vez mais esse tipo de filme.
The Odyssey em IMAX: vale a pena assistir?
Para quem aprecia cinema com alta qualidade visual e uma narrativa épica, ver The Odyssey em IMAX é uma experiência recomendada. A diferença no tamanho e clareza da imagem enriquece cada cena e transporta o espectador para dentro da história.
Por outro lado, quem não tem acesso fácil a salas equipadas pode aproveitar o filme em formatos convencionais sem perder a trama, embora certos detalhes e a imersão fiquem prejudicados. No EventiOZ, acompanhamos de perto a recepção desse lançamento único e a discussão sobre a volta do 70mm como padrão seletivo para produções grandiosas.

