O Tesouro Reserva chegou como uma forma simples e acessível de investimento, permitindo aplicações a partir de apenas R$ 1. Lançada recentemente, esta modalidade traz rentabilidade vinculada à taxa Selic, o que pode representar uma alternativa mais vantajosa que a tradicional poupança.
Por enquanto, a novidade está disponível somente para clientes do Banco do Brasil, que foi parceiro no desenvolvimento do produto. Mas é esperado que outras instituições financeiras comecem a oferecer o Tesouro Reserva em breve, ampliando o acesso a essa forma de investimento.
Como funcionam a aplicação e o resgate no Tesouro Reserva?
Uma das principais características do Tesouro Reserva é a facilidade para investir. Diferente do Tesouro Selic convencional, aqui o valor mínimo para aplicação é de apenas R$ 1, com possibilidade de resgate a qualquer momento, sem perda do rendimento acumulado.
Essa flexibilidade aproxima o Tesouro Reserva da liquidez oferecida pela poupança, tornando-o uma opção interessante para quem deseja guardar dinheiro sem ficar preso. Além disso, o prazo de vencimento é de três anos, mas o investidor pode sacar os recursos antes disso, sem taxas ou descontos.
Outra praticidade está na forma de transferência, que pode ser feita via PIX entre contas digitais, simplificando ainda mais o processo para quem está começando a investir.
Qual é a rentabilidade do Tesouro Reserva?
O rendimento do Tesouro Reserva está ligado à taxa Selic, que atualmente está em 14,5% ao ano. Embora não exista uma definição oficial sobre o percentual exato que será aplicado, espera-se que o retorno seja superior ao da poupança, que rende cerca de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial).
Diferentemente do Tesouro Selic tradicional, o Tesouro Reserva não possui marcação a mercado. Isso significa que seus juros não variam diariamente conforme as oscilações do mercado financeiro, garantindo um rendimento estável tanto na compra quanto no resgate dos títulos.
Quais riscos estão envolvidos e onde investir no Tesouro Reserva?
Embora todo investimento envolva riscos, o Tesouro Reserva é considerado de baixo risco, pois é garantido pelo Tesouro Nacional — mesma segurança do Tesouro Selic. A proteção está sob responsabilidade da União, não se confundindo com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que tem limite de cobertura de R$ 250 mil.
Até o momento, a única instituição autorizada a comercializar o Tesouro Reserva é o Banco do Brasil. Para começar a investir, basta abrir uma conta, inclusive a digital, e realizar as aplicações.
Quais impostos incidem sobre o Tesouro Reserva?
O Tesouro Reserva segue a tabela regressiva do Imposto de Renda sobre os rendimentos. A alíquota varia conforme o tempo do investimento, começando em 22,5% para até 180 dias, e pode cair para 15% para aplicações acima de 720 dias.
- Até 180 dias: 22,5%;
- De 181 a 360 dias: 20%;
- De 361 a 720 dias: 17,5%;
- Acima de 720 dias: 15%.
Além disso, existe a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para resgates realizados antes de 30 dias da aplicação. Também pode haver taxa de custódia da B3, que é de 0,20% ao ano para investimentos acima de R$ 10 mil.
Vale a pena investir no Tesouro Reserva?
O Tesouro Reserva surgiu para facilitar o acesso ao investimento com baixos valores iniciais e liquidez diária, características que o aproximam da poupança, porém com potencial de maior rendimento graças à vinculação à Selic. Para quem busca começar a investir com facilidade ou guardar uma reserva financeira, essa modalidade é uma novidade promissora.
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