Steam Deck 2 pode usar chip AMD Gainsborough, mas dúvidas permanecem

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    O Steam Deck, console portátil da Valve, completa quatro anos e meio, e a expectativa por uma segunda versão cresce entre os fãs. No entanto, a empresa defende que o lançamento do Steam Deck 2 depende da disponibilidade de um chip com avanço significativo em desempenho e eficiência. Recentemente, surgiu o rumor de que o processador AMD Gainsborough pode ser o componente ideal para essa próxima geração.

    Embora o nome Gainsborough tenha sido divulgado por vazamentos ligados à AMD, ainda existem hesitações sobre se este chip será mesmo utilizado pela Valve no novo Steam Deck. Algumas características e informações oficiais sugerem que essa dúvida está longe de ser resolvida, indicando que o mercado aguarda confirmações antes de apostar nesse processador.

    O que se sabe sobre o chip AMD Gainsborough?

    Informações vazadas por fontes como Moores Law is Dead e IT Home indicam que a AMD está testando um novo chip chamado Gainsborough. Pelo nome, há uma ligação direta com o primeiro chip do Steam Deck, que recebeu o codinome Aerith, inspirado em um personagem de Final Fantasy VII. Gainsborough é o sobrenome de Aerith, o que reforça a suspeita de que esse processador seja voltado para produtos da Valve.

    Além disso, o novo chip seria semi-custom, ou seja, desenvolvido especificamente para um cliente, e utiliza a litografia N3P da TSMC, uma tecnologia relativamente recente que promete alta eficiência energética. Importações relacionadas confirmam que o chip já está em fase de testes e validação, possivelmente para atender a demanda de algum parceiro importante.

    Dimensões e desempenho: é a escolha certa para o Steam Deck 2?

    Dados encontrados apontam que o chip Gainsborough ocuparia uma área de 25mm por 25mm, tamanho maior do que o processador Aerith original, da primeira versão do Steam Deck, que media 19mm por 19mm antes de ser otimizado. Paralelamente, vazamentos indicam também que os próximos chips AMD para dispositivos portáteis, como Ryzen Z3 e Z3 Extreme, manterão essa dimensão.

    O Ryzen Z3, por sua vez, mira um consumo próximo de 15 watts, semelhante ao TDP do Steam Deck atual e sua versão OLED. Apesar dessa compatibilidade no consumo, o tamanho maior do chip Gainsborough pode influenciar no custo ou na eficiência térmica, quesitos importantes para um console portátil.

    Por que ainda há dúvidas sobre o chip do Steam Deck 2?

    Um ponto importante para não atribuir automaticamente o Gainsborough ao Steam Deck 2 é que chips semi-custom nem sempre são inicialmente criados para o uso final que supomos. Existem relatos de que o processador do Steam Deck atual teve origem num projeto para um headset Magic Leap e chegou a ser testado para tablets antes que a Valve aproveitasse o design.

    Além disso, os codenomes Aerith, Sephiroth e Gainsborough foram escolhidos pela AMD, e não pela Valve. Em uma visita às instalações da Valve em 2023, a equipe revelou que preferiria não utilizar esses nomes para os chips. Essa situação reforça a dificuldade de associar os nomes dos processadores diretamente aos produtos Valve, deixando espaço para incertezas.

    Valve e o futuro do Steam Deck 2

    Até o último mês, a Valve ainda estava decidindo a melhor forma e momento para lançar o Steam Deck 2, mesmo após supostamente já ter acesso ao chip Gainsborough. A empresa parece adotar uma postura cautelosa para evitar atrasos, principalmente depois dos contratempos recentes com fornecimento de memória RAM, que impactaram a linha atual.

    Enquanto isso, o mercado de jogos portáteis evolui rapidamente e conta com concorrentes como ROG Ally, além de inovações constantes em hardware. Referências a tecnologias relacionadas podem despertar interesse em novidades, como vem acontecendo de forma parecida com o lançamento de soluções para facilitar a leitura de textos em dispositivos móveis, por exemplo, no lançamento recente do Google Guided Vision no Gemini Live.

    Steam Deck 2: vale a pena esperar pelo chip AMD Gainsborough?

    O rumor do chip AMD Gainsborough como componente base para o Steam Deck 2 anima muitos entusiastas, mas há que se considerar as questões citadas, principalmente as dúvidas sobre o verdadeiro uso e a origem do processador. A expectativa é alta para um salto tecnológico, mas até agora as certezas são limitadas.

    Portanto, cabe acompanhar com atenção as próximas notícias e anúncios oficiais da Valve para entender melhor se o Gainsborough será realmente o futuro coração do novo Steam Deck, ou se outras soluções surgirão no mercado para atender o público dos games portáteis.

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