O filme Spider-Man: Brand New Day trouxe uma das maiores surpresas do MCU: a participação de Jon Bernthal como o Justiceiro. A expectativa para essa união no cinema era enorme, afinal, o personagem já é clássico das HQs ao lado do Homem-Aranha. A parceria entre Bernthal e Tom Holland, que já havia sido confirmada, parecia promissora, ainda mais devido à química entre os atores que dividem uma amizade fora das telas.
No entanto, apesar do bom desempenho geral e da adaptação cuidadosa do Justiceiro para um filme PG-13, o longa perde força ao não usar o personagem de forma significativa na reta final. Essa decisão gerou críticas entre fãs e especialistas, que esperavam mais ação e profundidade para o Frank Castle no clímax da trama.
Uma introdução promissora para Justiceiro em Brand New Day
Brand New Day não mediu esforços para criar um histórico entre Frank Castle e o Homem-Aranha. A narrativa revela que Peter Parker já salvou a vida do Justiceiro, o que ajuda na construção de uma relação de respeito e tensão entre os dois. Essa ligação é explorada de início com diálogos intensos e momentos de cooperação, principalmente envolvendo MJ que atua como elo para convencer Frank a colaborar.
Uma das cenas marcantes é quando o Justiceiro enfrenta o Hulk, ainda que rapidamente, inserindo referências para os fãs mais atentos, como o barco equipado com armadilhas de Castle. O passado familiar do personagem também é insinuado, ampliando a sua dimensão emocional através da curiosidade de MJ em ver fotos em seu esconderijo.
O Justiceiro fica de lado no confronto final contra Jean Grey
A presença do Justiceiro se torna praticamente simbólica quando o desafio aumenta: a ameaça de Jean Grey. Mesmo com a coragem do personagem, que parte para a luta sem hesitar, o filme escolhe restringir sua atuação no momento mais crítico. O poder de Jean cria um campo de paralisia que impede Frank de participar diretamente, afastando o público do potencial combate ao lado do Homem-Aranha.
Essa decisão limita completamente as possibilidades de visuais espetaculares e uma maior profundidade no enredo, especialmente imaginando o Justiceiro enfrentando a organização criminosa The Hand, como as HQs já mostraram ser possível. No lugar disso, o Justiceiro só aparece dirigindo ao redor da zona de batalha, tendo pouco impacto real.
A cena do hospital e o papel reduzido do Justiceiro no desenvolvimento de Peter Parker
O filme ainda tenta resgatar o Justiceiro no desfecho, quando ele se prepara para atirar em Jean Grey, o que faz sentido dado seu perfil militar e habilidades como sniper. Porém, a sequência de hospital, que é fundamental para a evolução de Peter, não exige a presença de Frank, tornando sua inclusão artificial para o roteiro.
Essa parte reproduz um momento clássico das HQs, com Frank carregando o herói ferido, mas a transformação do Justiceiro fica aquém do esperado, limitando-se ao arrependimento por um erro de alvo sem questionar seus métodos. Essa superficialidade no desenvolvimento do personagem enfraquece a construção da amizade verdadeira entre os dois.
A relação promissora, porém superficial, entre Homem-Aranha e Justiceiro
O filme ainda propõe um paralelo interessante ao mostrar que tanto Peter quanto Jean enfrentam perdas familiares, enquanto Frank possui um passado doloroso semelhante. A chance de integrar essas histórias para criar um momento final mais forte entre os três, porém, não é aproveitada a fundo.
Embora a amizade entre Peter Parker e Frank Castle se estabeleça claramente, Brand New Day opta por não aprofundar os sentimentos e vulnerabilidades do Justiceiro, mantendo a conexão na superfície. A química entre os atores demanda mais cenas e um impacto maior dentro do MCU, ficando a expectativa para futuras aparições onde o Justiceiro possa ter mais peso do que apenas um tiro isolado no roteiro.
Vale a pena assistir Spider-Man: Brand New Day para fãs do Justiceiro?
Mesmo com as ressalvas, Spider-Man: Brand New Day representa um avanço ao trazer o Justiceiro para o universo do MCU, especialmente após as interpretações pesadas e violentas de Jon Bernthal no passado. O equilíbrio encontrado para adaptar o personagem a um filme PG-13 é um ponto positivo que amplia seu alcance para um público maior.
No entanto, para quem esperava um Justiceiro atuante e protagonista em todas as fases do filme, o resultado pode decepcionar. O potencial visual e dramático do personagem claramente não é atingido até o fim, deixando a sensação de que faltou coragem para promover seu protagonismo. Ainda assim, o filme deve agradar pela introdução e pela relação com o Homem-Aranha, dando pistas para futuras conexões mais sólidas no MCU.
Se o interesse está em acompanhar os próximos passos do Justiceiro e sua relação com Peter Parker, Spider-Man: Brand New Day é uma obra imprescindível na narrativa do universo cinematográfico. O público pode esperar que as próximas produções refine e amplie o papel de Frank Castle, que merece mais que um papel secundário no clímax.
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