Embora séries de TV quase perfeitas sejam raras, algumas produções chegam muito perto do ideal. Mesmo assim, é comum encontrar uma temporada que prejudica toda a série, destoando da qualidade geral. Esse problema pode ocorrer no meio, no começo ou no final da história.
Frequentemente, essa temporada é a última, deixando muitos fãs decepcionados, apesar dos acertos anteriores. Exemplos como Game of Thrones mostram o impacto negativo de um final mal executado, mas há casos em que temporadas intermediárias também derrubam o nível do roteiro.
The West Wing
Drama político sofrendo após saída do criador
As quatro primeiras temporadas de The West Wing são consideradas momentos de auge da televisão. A série da NBC apostou em roteiros inteligentes, elenco talentoso e uma dose de otimismo para tornar política interna na Casa Branca acessível e envolvente.
Boa parte do sucesso é creditada ao criador Aaron Sorkin, mas o elenco, com Martin Sheen, Allison Janney, Bradley Whitford e Rob Lowe, também foi fundamental. Quando Sorkin deixou a série após a quarta temporada, a quinta sofreu com queda de qualidade. No entanto, nos últimos anos, o seriado conseguiu se recuperar e manter um padrão alto, preservando sua reputação.
A temporada 5 sentiu falta do toque de Sorkin, perdendo o humor e a profundidade que marcaram a primeira fase. Personagens foram conduzidos a caminhos menos coerentes, o que desagradou o público. Felizmente, as temporadas 6 e 7 ajustaram o tom e ampliaram o escopo, resgatando parte do brilho original.
The 100
Última temporada completamente desandou
Lançada em 2014, The 100 conquistou público ao apresentar um enredo pós-apocalíptico onde os sobreviventes humanos que vivem no espaço retornam à Terra. A trama abordou temas de sobrevivência e limitações humanas, além de criar personagens complexos.
A série teve altos e baixos, mas conseguiu manter um ritmo consistente, abordando seus temas centrais até a temporada 5, que encerrou a história principal com qualidade. No entanto, os produtores optaram por continuar a narrativa em outro planeta.
A temporada 6 trouxe um novo começo e boas ideias, especialmente para os personagens mais jovens, mas não correspondeu às expectativas. O pior veio na temporada 7, que descaracterizou trabalhos prévios e impôs um roteiro repleto de facilidades e falhas, tornando o final pouco satisfatório.
Sherlock
Temporada 4 ignorou os elementos que fizeram sucesso
A versão da BBC para Sherlock Holmes viralizou no início dos anos 2010, graças às atuações de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, que deram ao detetive e seu parceiro uma abordagem moderna e cativante. A série foi elogiada pelo diálogo, tramas e o inimigo Moriarty, interpretado por Andrew Scott.
A terceira temporada, embora não tenha alcançado a unanimidade das duas primeiras, manteve uma boa recepção crítica e da audiência. No entanto, a quarta temporada mudou o foco, priorizando ação e uma atmosfera mais sombria, o que afastou fãs e críticos. A baixa avaliação na crítica, com 54% no Rotten Tomatoes, mostra que a produção não conseguiu retomar a qualidade que levou Sherlock a ser reconhecida.
Gilmore Girls
Revival da Netflix corrigiu em parte o final fraco
Gilmore Girls ainda encanta com seu charme de cidade pequena e personagens que falam rápido e com personalidade. A dinâmica mãe e filha conquistou audiência graças às dificuldades reais da vida e romances, aliados a diálogos inteligentes.
A série original teve sete temporadas, mas o desfecho deixou a desejar. Problemas contratuais fizeram com que a última temporada ficasse desconexa e com ar inconsistente. O relacionamento de Lorelai foi especialmente criticado, assim como a evolução geral dos personagens.
O revival Gilmore Girls: A Year in the Life, lançado pela Netflix, conseguiu amenizar essas falhas e trouxe uma conclusão mais satisfatória para os fãs dedicados, embora não tenha apagado totalmente os tropeços do final da série.
Parks and Recreation
Comédia que soube se reinventar após começo difícil
Parks and Recreation é considerada uma das melhores comédias de ambiente de trabalho. Porém, seu início foi instável, pois a série lembrava o formato de The Office e não tinha ainda o charme necessário. A partir da segunda temporada, a produção estabeleceu melhor seus personagens e focos, criando conflitos mais interessantes.
As interações entre personagens se tornaram a força motriz da série, e o otimismo constante transformou a sitcom em um título para ser revisitado várias vezes. Curiosamente, o erro da série não foi o final, mas a própria estreia, que não foi tão interessante e não é a parte favorita para uma nova exibição.
Scrubs
Última temporada foi tão ruim que até o revival fingiu que não existiu
Scrubs acompanha J.D. (Zach Braff) e Turk (Donald Faison) em suas jornadas no hospital Sacred Heart. A amizade deles alia humor e momentos emocionantes, enquanto a série mistura comédia com a realidade da medicina.
A oitava temporada encerrou bem a história dos personagens principais, mas a série continuou com uma nona temporada que tentou se rebatizar como Scrubs: Med School. Essa sequência não conseguiu manter a essência original e decepcionou, com falta da química e emoções verdadeiras que marcaram o programa.
O revival posterior até evitou mencionar essa última temporada, indicando o quanto ela afetou negativamente a memória do público sobre a série.
Game of Thrones
O oitavo ano manchou o legado da série da HBO
Game of Thrones revolucionou a televisão ao combinar política, poder e fantasia em uma narrativa que conquistou um vasto público. As temporadas 3 e 4 são consideradas os melhores momentos, por equilibrar ação, intrigas e a brutalidade típica da obra original A Song of Ice and Fire.
Mesmo as temporadas 5 a 7 entregaram momentos impactantes, com grandes reviravoltas e sequências épicas. Caso a oitava temporada tivesse finalizado bem, a série teria um legado ainda mais sólido.
No entanto, a última temporada foi acelerada e causou controvérsias por decisões rápidas demais na trama. Eventos cruciais, como a derrota do Rei da Noite, a transformação de Daenerys e a ascensão de Bran, pareceram apressados, prejudicando a construção dos personagens e o tom sombrio das temporadas anteriores.
Vale a pena assistir essas séries mesmo com temporadas ruins?
Apesar das falhas registradas em alguns momentos, todas essas séries mantêm um alto padrão em grande parte de sua trajetória. Se você aprecia produções de qualidade, vale a pena conferir, mesmo que uma temporada dificulte um pouco a experiência.
Para quem curte drama político, por exemplo, The West Wing continua sendo referência, assim como Game of Thrones mantém seu encanto em suas fases iniciais. Já comédias como Parks and Recreation e Scrubs mostram que mesmo com tropeços, o conjunto funciona muito bem.
No EventiOZ, você encontra conteúdos que exploram séries como essas, além de novidades do mundo do entretenimento que merecem ser acompanhadas, incluindo lançamentos recentes e clássicos que influenciam o mercado atual. Por exemplo, se gosta de produções que alinham história e entretenimento, vale conferir as mudanças de dinâmicas que séries como Tracker vêm apresentando.

