A série Marshals, spin-off de Yellowstone criado por Taylor Sheridan, não vem agradando o público e a crítica. Com avaliações baixas no Rotten Tomatoes, parece longe da qualidade que os fãs esperavam. Apesar disso, é comum que produções de Sheridan melhorem nas temporadas seguintes, como visto em Lioness e Mayor of Kingstown.
Enquanto isso, outra produção de ação e espionagem, Strike Back, ganha destaque como uma alternativa para quem busca sequências dinâmicas, enredos interessantes e personagens memoráveis. Com oito temporadas, a série adapta o livro homônimo de Chris Ryan, ex-soldado do SAS, entregando uma narrativa que prende a atenção do começo ao fim.
Missões globais e ação intensa elevam “Strike Back” a outro patamar
Strike Back acompanha a fictícia Seção 20, unidade especial do serviço secreto britânico (MI6), responsável por operações de alto risco ao redor do mundo. O foco inicial está no tandem formado por Michael Stonebridge, ex-Royal Marine, e Michael Scott, um ex-Ranger do exército americano, que enfrenta uma jornada cheia de perigos. Algumas temporadas posteriores apresentam novos protagonistas, mantendo a dinâmica da série.
Com uma estrutura semelhante a filmes de espionagem clássicos, a série mistura perseguições, tiroteios e reviravoltas, sempre com um toque de humor na interação entre os protagonistas. A cada episódio, há uma mudança nos desafios enfrentados, desde terrorismo até tráfico de armas, evitando repetições comuns em outras produções do gênero.
Vilões complexos e personagens com nuances em uma trama densa
O repertório de antagonistas em Strike Back é amplo, indo desde criminosos frios a figuras que carregam conflitos morais. Essa diversidade torna os vilões mais interessantes do que em várias séries semelhantes. Um exemplo é o personagem interpretado por Charles Dance, que entrega um vilão carismático e perigoso.
Além disso, os protagonistas Michael Stonebridge e Michael Scott se destacam: enquanto o primeiro mantém uma postura reservada e eficiente, o segundo oferece um charme provocador e uma sagacidade que lembra heróis clássicos do cinema de ação. Sullivan Stapleton, ator que vive Scott, traz energia e versatilidade para o papel.
“Strike Back” e “Lioness”: conexões com Taylor Sheridan e a espionagem
Mesmo sendo uma produção independente, Strike Back compartilha características com outra série ligada a Taylor Sheridan: Lioness. Esta traz a rotina da operação Lioness da CIA, com operadoras infiltradas em círculos inimigos. Ambas exploram temas como lealdade, política e burocracia, além de heróis que desafiam regras para cumprir suas missões.
Liderada por Zoe Saldaña, Lioness apresenta uma protagonista forte e fria, enquanto Nicole Kidman interpreta a supervisora de campo. As duas séries usam um formato de “vilão da temporada”, aprofundando tramas complexas em vez de vilões episódicos, o que ajuda muito na experiência para o público que prefere maratonar conteúdos.
Formato ideal para quem busca ação e narrativas cativantes
O formato adotado por Strike Back, com sua narrativa contínua em torno de um inimigo principal, se encaixa perfeitamente no hábito atual de consumo de séries. Dessa forma, o espectador consegue acompanhar o desenvolvimento do enredo sem frustrações com ritmo irregular. A segunda temporada, em especial, é recomendada para começar, pois solidifica os principais elementos da série sem depender demais da primeira.
Além disso, o destaque do elenco e o ritmo acelerado tornam Strike Back uma série que vale o investimento de tempo para quem gosta de ação e espionagem, seja para substituir uma produção menos convincente ou para ampliar o repertório no gênero. Para quem já assistiu Lioness e está aberto a novos títulos, é uma boa pedida explorar o universo da Seção 20.
Strike Back: vale a pena embarcar nessa série?
Com personagens carismáticos, enredos cheios de reviravoltas e uma produção que não economiza na ação, Strike Back figura como um título indicado para amantes de thrillers militares. É uma série que consegue equilibrar emoção, intrigas e batalhas intensas, com um toque de humor que quebra a tensão na medida certa.
No EventiOZ, observamos que Strike Back é mais do que uma simples série de ação — é uma jornada que conecta o telespectador a histórias internacionais e conflitos complexos, entregues de forma ágil e envolvente. Para quem busca sair da monotonia das séries procedurais, essa produção se destaca como uma excelente opção.

