O que deu errado em X-Men: Apocalypse, o filme que faturou US$ 543 milhões, 10 anos depois

0

TÍTULO: O que deu errado em X-Men: Apocalypse, o filme que faturou US$ 543 milhões, 10 anos depois
SLUG: o-que-deu-errado-x-men-apocalypse-filme-543-milhoes-10-anos
TAGS: X-Men Apocalypse, Bryan Singer, John Ottman, Filme X-Men, Box Office
META: Assista aos erros e desafios por trás da produção de X-Men: Apocalypse, que rendeu US$ 543 milhões e dividiu opiniões há 10 anos

Depois do sucesso de bilheteria e crítica de X-Men: Days of Future Past, o filme X-Men: Apocalypse prometia expandir ainda mais a franquia. Com personagens jovens como Ciclope, Jean Grey e Tempestade, e com Oscar Isaac no papel do vilão Apocalypse, a expectativa era alta.

No entanto, o longa que estreou em 2016 acabou sendo uma decepção financeira e de crítica, arrecadando cerca de US$ 543,9 milhões no mundo, valor mais de US$ 200 milhões inferior ao antecessor. A recepção negativa ficou evidente com a nota de 47% no Rotten Tomatoes, inferior até mesmo ao fracasso X-Men: The Last Stand.

Problemas nos bastidores revelados pelo editor John Ottman

Em entrevista ao podcast Half the Picture, o editor John Ottman, que também compôs a trilha sonora, falou sobre os contratempos na produção. Segundo ele, o maior entrave do filme foi o roteiro, que carecia de um terceiro ato definido, trazendo insegurança para a equipe.

Ottman contou que chegou a entregar um roteiro com várias observações para corrigir falhas, mas a produção achava que tudo daria certo, apoiando-se no êxito anterior. Isso, segundo ele, gerou uma falsa sensação de segurança que não se concretizou.

Roteiro incompleto e final improvisado

O editor detalhou que o roteiro entregue era praticamente um esboço, descrevendo apenas acontecimentos sem um desfecho sólido. A ausência de uma conclusão estruturada forçou Ottman a trabalhar com a equipe de pré-visualização e o diretor do segundo unidade para improvisar na última hora a batalha final, definindo quem morria ou fugia.

Recurso como narração em off foi usado para preencher lacunas de enredo. Ottman definiu o resultado como um filme “bom, mas pesado demais”, principalmente pela necessidade de apresentar muitos personagens novos logo no começo, uma tarefa que, segundo ele, era obrigatória para o enredo.

Direção conturbada e conflitos no set

A produção de X-Men: Apocalypse passou por dificuldades ligadas ao diretor Bryan Singer. Relatos apontam que Singer ficou ausente da gravação por dez dias, deixando o roteirista Simon Kinberg assumir a direção temporariamente. O diretor mencionou um problema na tireoide como justificativa, mas seu histórico de atrasos e comportamentos problemáticos em sets anteriores esteve no centro das discussões.

Além disso, o ator Oscar Isaac comentou o quão desafiador foi atuar na produção, enquanto Olivia Munn criticou o desconhecimento de Singer e Kinberg sobre o universo dos quadrinhos dos X-Men, o que gerou ainda mais frustrações durante as filmagens.

O que deu errado em X-Men: Apocalypse, o filme que faturou US$ 543 milhões, 10 anos depois

Legado do filme e futuro dos X-Men na tela

Dez anos após a estreia, o personagem Apocalypse e a equipe dos X-Men ganham uma nova chance de brilhar. O vilão será o antagonista principal da segunda temporada da série animada X-Men ’97, marcada para estrear em 1º de julho na Disney+. Além disso, os mutantes terão protagonismo em Avengers: Doomsday, projeto que integra o universo da Marvel nos cinemas.

Com esses lançamentos, espera-se que o ciclo dos filmes da franquia, muitas vezes problemáticos nos anos terminados em seis, possa finalmente ser superado. Para fãs do gênero, as novidades trazem esperanças de resgatar e aprofundar personagens conhecidos.

Vale a pena revisitar X-Men: Apocalypse?

X-Men: Apocalypse pode ser visto como um produto que, apesar dos erros e contratempos, entrega entretenimento suficiente para fãs da franquia. Sua importância reside mais em introduzir novos personagens e preparar terreno para tramas futuras do que em se destacar como um dos melhores filmes dos mutantes.

No EventiOZ, acompanhamos de perto o impacto que produções como essa causam no público e na indústria, mostrando que mesmo projetos controversos deixam marcas importantes. Para quem acompanha o universo dos X-Men, essa obra ainda guarda momentos interessantes, especialmente considerando o contexto por trás das câmeras.

Para quem curte histórias de super-heróis e quer se aprofundar em conflitos criativos, também vale conferir outras produções impactantes, como as séries que continuam se consolidando no streaming, e discutir as maiores franquias do gênero, como mostramos em análises recentes sobre personagens poderosos do MCU e séries de ação na Netflix.

Share.
Leave A Reply