TÍTULO: O que acontece quando seu celular é confiscado no aeroporto dos EUA
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TAGS: telefone na alfândega, CBP, direitos civis, fiscalização, privacidade digital
META: Entenda o que ocorre quando o CBP dos EUA confisca celulares em aeroportos e os impactos para viajantes e ativistas.
Viajar internacionalmente pelos Estados Unidos pode incluir a experiência desconfortável de ter seu celular apreendido pelas autoridades alfandegárias. Mesmo sem suspeitas claras ou crimes cometidos, passageiros têm seus dispositivos simplesmente retidos durante inspeções. Essa prática tem gerado processos judiciais e debates sobre os limites da fiscalização dentro do país.
Recentemente, Janette Zahia Corcelius, organizadora trabalhista de Minnesota, teve seu celular confiscado pela agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) no aeroporto de Minneapolis-St. Paul. Agora, ela move uma ação judicial contra o Departamento de Segurança Interna para reaver o aparelho e questionar a constitucionalidade dessa apreensão.
Como funciona a apreensão de celulares pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP)?
A CBP pode realizar dois estilos de inspeção em celulares e dispositivos eletrônicos na entrada dos Estados Unidos: uma consulta básica, que permite apenas a visualização dos dados diretamente no telefone, e uma busca avançada forense, que requer a conexão do aparelho a ferramentas externas para acessar e copiar seu conteúdo.
Mesmo cidadãos americanos têm seus celulares retidos, especialmente quando recusam a inspeção. Além disso, agentes podem utilizar métodos como biometria do dono ou softwares especializados, como o da empresa israelense Cellebrite, para destravar os dispositivos. Durante o ano fiscal de 2025, a CBP realizou 55.318 buscas em dispositivos, um aumento de 32% em relação a 2023, quando houve 41.767 inspeções.
O caso de Janette Corcelius e as alegações contra a CBP
Janette Corcelius retornava da Europa após três semanas quando foi parada pela CBP em Minneapolis. Ela foi submetida a duas buscas em sua bagagem, teve material político apreendido e o celular confiscado sem que ele fosse devolvido até o momento. A ação judicial movida em Minnesota alega violação da Quarta Emenda da Constituição dos EUA, que protege contra buscas e apreensões ilegais, além da violação de normas internas da CBP.
Através dessa queixa, a organização Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) afirma que Janette está sendo alvo devido ao seu ativismo contra operações da imigração, como as batidas do ICE em Minneapolis. O caso evidencia um padrão de perseguição a críticos do governo associados a grupos progressistas.
Busca por ativistas sob o pretexto de segurança nacional
A atuação da CBP é criticada por utilizar linguagem e técnicas de contraterrorismo para a vigilância de opositores políticos, principalmente após a orientação da presidência durante o governo Trump que classificou grupos como Antifa como terroristas, mesmo sem comprovação formal. Isso permitiu o aumento de medidas agressivas contra ativistas, incluindo confiscos e interrogatórios.
Os procedimentos se intensificaram em meio a eventos como a resistência às operações do ICE em Minnesota e outras ações de protesto. O uso do aparelho celular como ferramenta para monitorar opositores políticos abre debates sobre privacidade e direitos civis.
Limites legais da fiscalização e desafios para viajantes
A CBP só pode reter pertences se houver suspeita razoável de violação de leis ou com base em preocupações de segurança nacional. Entretanto, o conceito de “segurança nacional” tem sido utilizado amplamente para justificar buscas e apreensões, criando um cenário complexo para viajantes e cidadãos.
Decisões judiciais recentes mostram um panorama fragmentado nos EUA. Por exemplo, um juiz federal em Nova York proibiu buscas em celulares sem mandado em seu distrito, enquanto um tribunal de apelações manteve a autorização para que a CBP realize inspeções sem ordem judicial. Assim, as políticas variam conforme a região, o que dificulta a garantia universal dos direitos.
Vale a pena se aprofundar no tema da apreensão de celulares na fronteira?
Este assunto é fundamental para quem busca entender os limites entre segurança, fiscalização e direitos individuais nos Estados Unidos. Para ativistas, turistas e imigrantes, as políticas da CBP podem impactar diretamente a liberdade digital e a privacidade. A discussão também ganha relevância diante das tecnologias cada vez mais presentes em nossos dispositivos, que guardam informações sensíveis. Para quem quer se informar e se proteger, é essencial acompanhar as mudanças legislativas e decisões judiciais.
O EventiOZ acompanha de perto temas como políticas de privacidade, controle de tecnologias e direitos digitais que envolvem a fiscalização de dispositivos eletrônicos. Para entender como grandes instituições estão lidando com o avanço tecnológico, além da questão da apreensão de celulares em aeroportos, você pode explorar também as tendências apresentadas na Big Tech aposta em laptops com foco em IA e reimagina dispositivos móveis.

