John Wayne é um ícone do cinema faroeste, tendo participado de mais de 80 filmes relacionados ao gênero. Apesar disso, ele foi indicado ao Oscar apenas uma vez por um papel nesse tipo de produção, e essa indicação terminou em vitória com o filme “True Grit”. Lançado em 1969, o longa dirigido por Henry Hathaway mantém seu apelo e força narrativa mesmo após quase seis décadas.
“True Grit” apresentou ao público o personagem Rooster Cogburn, um xerife durão e alcoólatra interpretado magistralmente por John Wayne. A trama acompanha a jovem Mattie Ross em sua jornada para vingar o assassinato do pai, contando com a ajuda do Marshal Cogburn. O filme não só ganhou uma sequência, mas também inspirou uma adaptação moderna dos irmãos Coen em 2010, com Jeff Bridges no papel principal.
John Wayne e a atuação que marcou carreira em “True Grit”
Baseado no livro de Charles Portis publicado em 1968, “True Grit” estreou nos cinemas pela Paramount em 1969, conquistando público e crítica. John Wayne entregou uma das performances mais marcantes da sua trajetória como Rooster Cogburn, um Marshal dos Estados Unidos com um olho só e uma personalidade ranzinza, que luta contra o vício enquanto busca justiça no Arkansas dos anos 1880.
Acompanhando a destemida Mattie Ross, vivida por Kim Darby, Cogburn se lança em uma caçada para capturar o criminoso Tom Chaney, interpretado por Jeff Corey. A dupla recebe o reforço do Texas Ranger La Boeuf (Glen Campbell) para enfrentar uma perigosa quadrilha liderada por Lucky Ned Pepper (Robert Duvall). A dinâmica entre os personagens e os confrontos cheios de ação são garantias de entretenimento, mas o filme também se destaca pela profundidade dos laços que se formam.
A relação entre Rooster e Mattie evidencia temas como a importância da família escolhida e a solidariedade, enquanto Mattie personifica uma coragem obstinada, que justifica o título “True Grit” – uma expressão que remete à força de vontade e resistência pessoal. O papel ainda destacou Kim Darby, que recebeu indicação ao BAFTA de atriz revelação, e consagrou John Wayne com seu único Oscar, coroando uma carreira lendária.
Impacto e legado: sequências e uma nova versão de “True Grit”
O sucesso crítico e comercial de “True Grit” provocou o lançamento de duas sequências e ainda inspirou um remake que foi premiado e elogiado. O primeiro filme faturou 31 milhões de dólares e tem uma nota alta de aprovação, com 87% no Rotten Tomatoes, reforçando seu status de favorito entre os fãs de faroeste.
John Wayne retornou no longa “Rooster Cogburn” em 1975. Nesta continuação, ele mais uma vez vive o xerife, que precisa recuperar sua credencial interrompida ao capturar um grupo de ladrões de bancos. A parceria com Katharine Hepburn, que interpreta uma parceira igualmente determinada, acrescentou charme e recebeu bons comentários, mesmo que o filme não tenha alcançado o sucesso do original.
Na televisão, a saga continuou com “True Grit: A Further Adventure” em 1978, uma série estrelada por Warren Oates como Rooster Cogburn. Ainda nos anos 2000, os irmãos Coen realizaram uma nova versão para o cinema, com Jeff Bridges assumindo o papel do Marshal. A adaptação de 2010 manteve o espírito da história original, mas com um toque mais moderno, acumulando 10 indicações ao Oscar, incluindo o destaque para a jovem Hailee Steinfeld.
A importância de “True Grit” para o faroeste no cinema
Ambas as versões da história resistem bem ao teste do tempo, mas é especialmente notável como a produção de 1969 funcionou como uma ponte entre o estilo clássico e heroico dos faroestes e o surgimento de narrativas mais complexas e sombrias no gênero. Conforme a carreira de John Wayne chegava ao fim, o cinema começou a explorar personagens mais ambíguos, refletindo mudanças sociais e culturais.
Esse movimento abriu caminho para títulos inovadores como “Butch Cassidy and the Sundance Kid” e “The Wild Bunch”, que desafiaram a estética tradicional. Assim, “True Grit” garantiu seu papel fundamental na evolução do faroeste, mantendo-se relevante por sua abordagem com personagens complexos e temas universais.
Curiosidades e detalhes sobre a produção de “True Grit”
O filme não apenas marcou a consagração de John Wayne, como também contou com atuações destacadas de Robert Duvall e Dennis Hopper, que deram vida a personagens secundários memoráveis. A escolha do Arkansas como cenário reforça a verossimilhança da trama e traduz os desafios da justiça na época.
A icônica imagem de Rooster Cogburn com seu tapa-olho tornou-se símbolo do personagem e foi cuidadosamente utilizada para destacar seu lado rústico e prático. Além disso, “True Grit” influenciou várias mídias e permanece uma obra de referência para intérpretes e diretores interessados no gênero, mostrando ainda conexões com outras produções cultuadas, numa linha que pode ser comparada em termos de sucesso com filmes que ganham destaque em plataformas de streaming, como a série “Reacher”, líder do Prime Video em agosto de 2026.
Vale a pena assistir “True Grit” de John Wayne?
Para quem aprecia o gênero faroeste, “True Grit” é uma obra essencial e serve como um marco na carreira do ator John Wayne, mostrando o quanto um personagem complexo e uma narrativa bem construída podem se manter atuais. A atuação do astro é forte e a trama combina ação, emoção e um retrato fiel do Velho Oeste.
Além disso, a influência do filme pode ser sentida em remakes e outras histórias que exploram temáticas próximas, o que faz dele não só um clássico de seu tempo, mas um ponto de referência para novos públicos interessados em festivais de cinema, revisões culturais e até mesmo adaptações modernas.
No EventiOZ, entender a importância de “True Grit” é também reconhecer a evolução do faroeste e seu impacto duradouro no entretenimento mundial.

