Steven Spielberg é, sem dúvida, um dos cineastas mais influentes e bem-sucedidos da história de Hollywood. Embora seja conhecido por superproduções icônicas que marcaram gerações, como Jaws e Jurassic Park, sua filmografia conta ainda com obras que, apesar da qualidade, acabam ficando à sombra de seus maiores sucessos.
Com novo filme alienígena agendado para o verão, não há momento melhor para revisitar algumas dessas produções menos celebradas, mas que revelam a força narrativa e técnica do diretor ao longo das décadas.
“Amistad” (1997)
“Amistad” aborda um episódio sombrio da história americana: uma rebelião de escravos africanos em 1839 a bordo de um navio espanhol. Abordar esse tema delicado não facilita seu apelo para o grande público, mas o filme se destaca pela precisão histórica e pelo respeito com que trata a narrativa.
O longa traz uma atuação marcante do então estreante Djimon Hounsou, que interpreta o líder Cinque, personagem disposto a lutar pela liberdade até o fim. Morgan Freeman e Anthony Hopkins complementam o elenco com performances sólidas, mesmo que o filme tenha sido negligenciado pela academia, não vencendo nenhum dos quatro Oscars aos quais foi indicado.
“The Sugarland Express” (1974)
Lançado com orçamento modesto de 3 milhões de dólares, este road movie se inspira em um fato real e já mostra sinais do estilo inovador de Spielberg. A trama segue um casal que faz uma ousada fuga pelo Texas, mantendo um policial refém.
Protagonizado por Goldie Hawn, o filme conseguiu se tornar um clássico cult, especialmente pelas cenas de perseguição e pela trilha sonora que marca a estreia da parceria entre Spielberg e John Williams. Apesar do retorno comercial discreto e da rápida retirada dos cinemas, esta obra revela o diretor refinando sua técnica pouco antes do sucesso estrondoso de Jaws.
“The Terminal” (2004)
Baseado em outra história real, o filme mostra Tom Hanks como Viktor, um homem preso no aeroporto JFK por conta de conflitos em seu país. O longa traz um olhar sensível sobre imigração, amizade e adaptação, diverge do estilo habitual de Spielberg ao focar mais no drama humano do que em sequências de ação.
Embora não tenha conquistado indicações ao Oscar e recebido críticas moderadas, The Terminal atingiu excelente público, arrecadando US$ 219 milhões diante de um orçamento de US$ 60 milhões. Sua mensagem de inclusão e crítica à burocracia só se tornou mais relevante com o passar dos anos.
“Always” (1989)
Maior remake da carreira do diretor, “Always” passou em branco no mesmo ano em que Spielberg lançou o sucesso de Indiana Jones and the Last Crusade. A produção traz um romance sensível e nostálgico, pouco comum na filmografia do cineasta, apresentando Richard Dreyfuss, Holly Hunter e John Goodman em cenas que exploram o amor e a perda.
Embora tenha sido um sucesso moderado nas bilheterias, arrecadando US$ 74 milhões com orçamento de US$ 31 milhões, o filme não ganhou destaque à época. É também o último trabalho da lendária Audrey Hepburn, que empresta ainda mais emoção ao projeto.
Vale a pena assistir esses filmes subestimados de Steven Spielberg?
A filmografia de Spielberg vai muito além dos blockbusters que revolucionaram Hollywood. Produções como estas destacam sua capacidade de explorar diferentes gêneros, do drama histórico ao romance delicado, conseguindo criar histórias envolventes e cheias de significado. No EventiOZ, recomendamos dar uma chance a esses filmes para conhecer um lado menos conhecido, mas igualmente importante, do diretor.
Se você gostou de descobertas cinematográficas, pode se interessar por como Reações ao filme Disclosure Day indicam que Steven Spielberg alcança seu melhor trabalho em 20 anos com performance marcante de Emily Blunt, mostrando uma nova fase na carreira do cineasta que continua surpreendendo.

