Filmes que Roger Ebert odiou tanto que saiu do cinema antes do fim

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    Roger Ebert é reconhecido mundialmente como um dos maiores críticos de cinema da história, vencedor do Pulitzer e referência para a indústria. No entanto, até ele teve momentos em que a rejeição foi tão profunda que preferiu levantar-se e abandonar a sala de exibição antes de o filme terminar.

    Embora a maioria das pessoas se sinta obrigada a assistir até o fim, Ebert decidiu abandonar algumas sessões por considerar que o conteúdo era uma perda de tempo e não justificava sua permanência. A seguir, o EventiOZ reúne os principais títulos que provocaram a saída precoce do crítico, muitos deles esquecidos, mas ainda assim capazes de gerar polêmica.

    Calígula (1979)

    “Calígula” retrata a trajetória sombrio do imperador romano Gaius Caesar, conhecido por sua conduta controversa e escandalosa. Originalmente dirigido pelo vanguardista Tinto Brass, o longa passou por várias edições que moldaram sua versão final, famosa pela nudez explícita e cenas de sexo sem filtros.

    Roger Ebert, com seu olhar moral bastante rígido à época, não poupou críticas ao filme, descrevendo-o como um “lixo vergonhoso, totalmente repugnante e inútil”. Apesar do elenco estrelado com Peter O’Toole e Helen Mirren, ele não resistiu ao desconforto e saiu da sessão após duas horas de exibição, afirmando ter ficado “repugnado e profundamente deprimido”.

    Tru Loved (2008)

    Este drama acompanha Tru, uma adolescente criada por duas mães lésbicas que se muda para um subúrbio conservador no sul da Califórnia. Lá, ela se envolve em uma situação para ajudar um jogador de futebol americano a esconder sua orientação sexual, fingindo ser seu namoro.

    Após sair do filme aos oito minutos, Roger Ebert enfrentou uma intensa reação negativa do público por sua atitude. Em resposta, assistiu novamente ao longa, mantendo a avaliação baixa e criticando os personagens estereotipados e os roteiros mal equilibrados, como o técnico da equipe e os familiares dos protagonistas.

    The Statue (1971)

    Na comédia “The Statue”, um professor de linguística recebe uma estátua supostamente em sua homenagem, mas percebe que a escultura tem detalhes íntimos que não parecem ser dele, iniciando uma investigação sobre possível traição da esposa.

    Ebert considerou o enredo bobo e classificou o desempenho de David Niven como desconfortável, desejando para o ator uma função em outro filme ou até mesmo estar desempregado, apenas para fugir daquela produção. Para ele, um filme melhor poderia existir naquele conceito, mas ficou perdido num roteiro confuso e pouco memorável.

    Jonathan Livingston Seagull (1973)

    Baseado na novela de Richard Bach, o filme acompanha a história de uma gaivota que desafia sua comunidade para expandir seus horizontes de voo. A produção mescla imagens reais das aves com diálogos humanos sobrepostos, uma escolha bastante incomum.

    Filmes que Roger Ebert odiou tanto que saiu do cinema antes do fim

    Roger Ebert declarou que havia saído do cinema após 45 minutos e definiu o filme como a maior fraude pseudocultural do ano. O filme tem rejeição semelhante entre críticos, alcançando apenas 8% de aprovação no Rotten Tomatoes. Curiosamente, o trabalho foi indicado a dois Oscars nas categorias técnicas e ainda rendeu a Neil Diamond prêmios pela trilha sonora, evidenciando opiniões divididas.

    The Brown Bunny (2003)

    Dirigido e estrelado por Vincent Gallo, “The Brown Bunny” acompanha um piloto de motocicleta profissional em uma jornada dos Estados Unidos até a Califórnia. A trama é marcada por encontros sexuais e memórias dolorosas de um relacionamento passado.

    Ebert classificou a obra como pornografia disfarçada de cinema e chegou a sair da estreia no Festival de Cannes. O diretor rebateu as críticas com insultos, o que levou a um desentendimento público. Posteriormente, após uma versão de diretor, Ebert reviu o filme e até deu uma avaliação positiva durante seu programa, mostrando uma relação mais conciliatória entre ambos.

    Vale a pena assistir esses filmes que Roger Ebert odiou?

    Para muitos, os títulos que causaram a saída de Roger Ebert das sessões são considerados cults ou produções polêmicas que desafiaram padrões do cinema tradicional. Se você se interessa por histórias que geram discussões intensas e quer entender por que um crítico tão influente rejeitou esses filmes, pode ser interessante conferir.

    Títulos como “Calígula” e “Jonathan Livingston Seagull” mostram que até mesmo obras com fama ou indicações importantes podem não agradar ao público ou à crítica especializada. Algumas dessas produções difíceis de encontrar foram criticadas por elementos que vão desde roteiro pobre até enredos escandalosos.

    Se você quer explorar mais conteúdos relacionados, há opções como a nova série de espionagem da Netflix que tem feito sucesso ou o thriller de ação inspirado em John Wick disponível neste link.

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