Nos anos 2000, o nome Guy Ritchie começou a ganhar espaço no cinema com um estilo único que mistura gangsters, ação e roteiros ágeis. Muitos de seus filmes tiveram boa repercussão, mas alguns acabaram ficando meio esquecidos, mesmo sendo obras que valem a pena ser revisitadas. Este artigo lista sete títulos do diretor que são ótimos exemplos do seu talento, embora não estejam mais no centro das atenções.
Recentemente, com lançamentos como In the Grey, onde Henry Cavill e Jake Gyllenhaal estrelam, ficou claro que algumas produções do cineasta ainda podem escapar do grande público. Por isso, destacamos 7 filmes do Guy Ritchie que mostram sua diversidade e originalidade, mas que precisariam de mais destaque para os fãs de cinema de ação e suspense.
The Man from U.N.C.L.E. (2015)
Este filme adapta a clássica série de espionagem dos anos 1960, trazendo Henry Cavill e Armie Hammer como agentes rivais que unem forças para uma missão maior. O charme de Cavill e a química entre os protagonistas são pontos altos, além da estética que recria com fidelidade a época da série original.
Com um orçamento de 75 milhões de dólares, rendeu 110 milhões mundialmente, mas não atingiu o sucesso esperado para lançar uma franquia. O ritmo mais lento e alguns efeitos visuais podem não agradar a todos, e a presença de Hammer pode afastar parte do público devido a controvérsias pessoais dele após o lançamento.
King Arthur: Legend of the Sword (2017)
Guy Ritchie traz uma abordagem moderna e cheia de estilo para a lenda do Rei Arthur, com Charlie Hunnam no papel principal. Sua performance como um lutador astuto dá um tom diferente à história, que tinha potencial para dar origem a uma franquia de seis filmes.
O filme custou 175 milhões e faturou 149 milhões no mundo, o que não foi suficiente para continuar a saga. Apesar da recepção crítica dividida, o público deu nota mais positiva. O visual e a ação alinhados ao gosto contemporâneo divide opiniões, especialmente entre quem prefere narrativas tradicionais de Arthur.
Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998)
O longa que lançou Guy Ritchie como diretor é um thriller criminal cheio de humor negro e diálogos marcantes. A trama intricada e o ritmo acelerado definiram o estilo que ele consolidaria ao longo da carreira. É um clássico do cinema britânico que merece ser redescoberto.
Apesar de ter 75% de aprovação da crítica e impressionantes 93% do público no Rotten Tomatoes, seu status acaba ofuscado por outras obras do diretor. É indicado para fãs de filmes de crime britânicos, mas seu final pode frustrar quem espera algo mais claro e direto.
Revolver (2007)
Com Jason Statham, este é um dos títulos mais subestimados de Guy Ritchie. Ele foge do padrão dos filmes anteriores, oferecendo uma trama complexa que se apoia em estratégia, psicologia e estudo do ego, e não tanto em cenas de ação tradicionais.
Revolver não agradou a críticos, com apenas 13% de aprovação, mas teve uma resposta mais positiva do público. O filme exige atenção e paciência, sendo mais um estudo de personagem que um simples filme de gangsters, o que pode afastar quem busca algo mais direto.
Guy Ritchie’s The Covenant (2023)
Este drama de guerra com Jake Gyllenhaal mostra a relação entre soldados e intérpretes no conflito do Afeganistão. Apesar do orçamento alto, não teve boa arrecadação no cinema, alcançando apenas 21,9 milhões mundialmente. Contudo, crítica e público receberam bem, com 82% e 98% de aprovação, respectivamente.
A química entre Gyllenhaal e Dar Salim é elogiada, carregando o filme emocionalmente. A história não é baseada em eventos reais, mas sim numa mistura de relatos que trazem realismo e intensidade. O tom muda no final, o que pode não agradar quem procura uma narrativa mais uniforme.
RocknRolla (2008)
Gerard Butler lidera um elenco cheio de talentos que despontavam na época, como Idris Elba e Tom Hardy, neste filme de gangsters com diálogos rápidos e humor negro. Foi bem recebido pelo público, embora dividas opiniões entre os críticos, com 60% de aprovação.
Com orçamento menor, o filme ganhou status de cult, mas não lançou a trilogia prometida. É indicado para quem gosta da pegada clássica de gangsters de Guy Ritchie, mesmo que às vezes pareça repetir fórmulas já usadas pelo diretor.
Aladdin (2019)
Ritchie assumiu a direção do live-action do clássico da Disney, trazendo um olhar moderno para esta história charmosa. Com Naomi Scott como Jasmine e Will Smith no papel do Gênio, o filme entrega números musicais vibrantes e efeitos visuais sofisticados que agradaram o público global.
A produção foi um sucesso comercial, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares, embora a crítica tenha se dividido, atribuindo 57% no Rotten Tomatoes. Muitos fãs do desenho original ainda preferem Robin Williams como Gênio, mas a versão de Smith trouxe energia diferente ao personagem. Um possível sequência está pendente há algum tempo.
Vale a pena assistir esses filmes de Guy Ritchie?
Para quem acompanha a filmografia de Guy Ritchie, estas obras expõem diferentes facetas do diretor e seu estilo marcante, desde o crime até o épico e o war drama. Apesar de terem passado despercebidos pelo grande público, elas carregam elementos que conquistam fãs de ação e suspense.
Se você procura filmes que fogem do óbvio dentro do cinema de Guy Ritchie, essas produções merecem seu tempo. Além disso, no EventiOZ sempre trazemos notícias e análises sobre as novidades do cinema, o que inclui acompanhar esses títulos que ficaram em segundo plano.

