Filme Onslaught reúne ação intensa, mas trama fraca e roteiro inconsistente decepcionam

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    O lançamento de 2026, Onslaught, promete muita ação e emoção, mas acaba decepcionando pela falta de profundidade e problemas no roteiro. Com apenas 92 minutos, o thriller mistura cenas violentas e personagens caricatos, sem garantir uma narrativa envolvente do começo ao fim.

    Adria Arjona assume o papel principal, enfrentando soldados geneticamente modificados em uma história que mais lembra um jogo eletrônico do que um filme consistente. Apesar da presença de um elenco conhecido e a direção de Adam Wingard, o resultado final não convence.

    Enredo básico e personagens

    No filme, Arjona interpreta Celeste, uma ex-atiradora do Exército que vive na solidão de um trailer park. Ela tenta lidar com seu passado traumático e a chegada inesperada da filha, entregue pelo ex-marido sem aviso prévio. Enquanto isso, o cientista Dr. Hans Kammler (Dan Stevens) ativa suas máquinas de matar: super soldados sem medo ou dor prontos para agir.

    O espectador é apresentado a uma série de cenas rápidas em flashback, que buscam dar profundidade à protagonista, mas acabam entregando uma narrativa rasa. A trajetória de Celeste e as ameaças não se desenvolvem de maneira orgânica, prejudicando a tensão que o gênero exige.

    Direção e estilo visual

    Adam Wingard, conhecido por trabalhos como a franquia Godzilla, traz seu estilo característico ao usar elementos visuais marcantes e cenas de violência extrema. A fotografia é bem cuidada, e alguns momentos conseguem captar a atenção do público graças à direção artística e à trilha sonora impactante.

    No entanto, a estética visual não consegue compensar as falhas do roteiro. A construção dos acontecimentos tem falhas claras, sobretudo na transição dos cenários, onde personagens parecem se deslocar de forma irreal. Essa inconsistência prejudica a noção de espaço e torna difícil a compreensão da história.

    Problemas na narrativa e na ação

    Embora as cenas de ação sejam frequentes, elas não apresentam coerência tática. Os super soldados alternam entre ataques frios e calculados e surtos violentos que destroem qualquer sentido estratégico. Essa oscilação cria confusão no ritmo da narrativa e afasta a credibilidade.

    Além disso, momentos em que o conflito é interrompido para permitir explicações aos personagens geram quebras bruscas na tensão. Essa técnica, comum em videogames, prejudica a fluidez e diminui a emoção em pontos cruciais, como perto do desfecho.

    Filme Onslaught reúne ação intensa, mas trama fraca e roteiro inconsistente decepcionam

    Elenco e atuações

    Adria Arjona e Dan Stevens, apesar de seus esforços, são prejudicados por personagens pouco desenvolvidos e diálogos que beiram o exagero. Stevens, em especial, assume um cientista com sotaque alemão falso que lembra vilões de filmes antigos, o que provoca desconforto mais do que diversão.

    Rebecca Hall também aparece em papel secundário, mas sua participação passa despercebida no meio da confusão do roteiro e da estética exagerada. Apesar da boa qualidade técnica do filme, o elenco não consegue elevar o material além das limitações da história.

    Onslaught: vale a pena assistir?

    No geral, Onslaught entrega uma experiência visualmente agressiva, mas o filme perde pontos importantes em ritmo, coerência e construção narrativa. A proposta de reunir ação brutal e elementos de suspense resulta em um produto inconsistente para quem busca um thriller de ação completo.

    Para quem gosta do gênero, pode ser interessante assistir sem grandes expectativas, focando principalmente nos momentos de combate. No entanto, o filme sofre com um roteiro superficial e personagens pouco cativantes, o que dificulta a imersão. Você pode conferir outras produções marcantes do gênero, como a série SEAL Team, muito elogiada por veteranos, que está em destaque recente no mercado streaming.

    O longa Onslaught estreia em 4 de setembro de 2026 e está sob a direção de Adam Wingard, com roteiro assinado por Simon Barrett e o próprio Wingard. A produção conta ainda com Aaron Ryder e Alexander Black entre os produtores.

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