A adaptação cinematográfica do livro distópico sobre inteligência artificial, dirigida por Taika Waititi, está próxima de chegar aos cinemas. A produção promete misturar elementos futuristas com uma narrativa emocional, trazendo à tona temas atuais e relevantes no cenário da tecnologia.
Baseado no romance de Kazuo Ishiguro lançado em 2021, o filme conta com Jenna Ortega no papel principal de Klara, uma “amiga artificial” adquirida por Josie, uma menina jovem que enfrenta uma doença misteriosa. A estreia está marcada para o dia 21 de outubro de 2026.
Sinopse e elenco de Klara and the Sun
Klara and the Sun acompanha a história de Klara, robô com capacidade de observação e sentimentos, que se torna companhia da jovem Josie (Mia Tharia). À medida que a trama evolui, a relação entre a menina, sua mãe (vivida por Amy Adams) e Klara ganha complexidade, explorando a doença de Josie e os laços familiares em um mundo distópico.
Além do trio principal, o elenco conta com Natasha Lyonne interpretando uma gerente, e o roteiro foi desenvolvido por Dahvi Waller em parceria com Waititi. A produção é assinada também por David Heyman e Garrett Basch.
Reação crítica e avaliação no Rotten Tomatoes
Já disponível para avaliação dos críticos, Klara and the Sun registrou uma pontuação bastante negativa no Rotten Tomatoes, com apenas 20% de aprovação até o momento. Esse dado é preocupante especialmente para Jenna Ortega, que vinha de uma avaliação de 14% no filme anterior Hurry Up Tomorrow.
Críticos como Ben Gibbons, do Screen Rant, apontaram que o longa não atende às expectativas, classificando-o como uma tentativa falha de contar uma história distópica, com uma abordagem pesada de comédia sci-fi que acaba prejudicando a mensagem. No The Guardian, Peter Bradshaw avaliou o filme com 1 de 5 estrelas, criticando especialmente a direção de Taika Waititi, considerada caricata e pouco natural.
Diferenças entre filme e livro
Vários especialistas observam que a adaptação desviou de temas presentes no livro original para dar uma roupagem mais cômica, deixando de lado a profundidade das questões sobre a condição humana. A inocência e o olhar perceptivo de Klara sobre o mundo, que são pontos centrais do romance, parecem ter sido menos valorizados.
A preocupação maior de Klara com a energia do sol como fonte de cura, assim como os segredos envolvendo a doença de Josie e as intenções da mãe são elementos que dividiram opiniões quanto à fidelidade da adaptação para as telas. A recepção negativa pode estar ligada à forma como essas nuances foram tratadas no filme.
Expectativas do público com a estreia na tela grande
Com a estreia marcada para 21 de outubro, o público terá a chance de avaliar se Klara and the Sun consegue superar a recepção fria dos críticos. O filme tenta equilibrar drama, sci-fi e comédia, o que pode ser um desafio na tradução da história para o cinema.
A atuação de Jenna Ortega tem sido destacada por alguns críticos como um dos poucos pontos positivos, gerando curiosidade sobre o desempenho da protagonista e a maneira como o filme aborda seus temas centrais.
Vale a pena assistir Klara and the Sun?
A despeito das críticas negativas e da baixa nota no Rotten Tomatoes, a estreia de Klara and the Sun pode provocar debates importantes sobre inteligência artificial e relações humanas em um cenário futurista. Para os fãs do gênero distópico e admiradores de Jenna Ortega, o filme representa uma oportunidade de ver uma obra que tenta conceitos ambiciosos, ainda que com resultados controversos.
Se você se interessa por adaptações de livros de ficção científica, como as discussões profundas trazidas por Kazuo Ishiguro, esta produção pode chamar atenção, mesmo que sua execução não tenha agradado a todos. O EventiOZ acompanhará a repercussão após o lançamento e trará mais novidades sobre este e outros filmes do gênero.
Para quem curte distribuições atuais e projetos inovadores, este lançamento se soma a outras produções que exploram temas próximos a inteligência artificial e ficção científica, como os filmes e séries apresentando contextos “cyberpunk” que ganharam formatos inéditos recentemente.

