Em 2008, o diretor Pierre Morel fez história ao transformar Liam Neeson em um astro da ação com o filme Taken, inaugurando um subgênero com estrelas mais maduras em papéis de especialistas em combate. Mais de uma década depois, Hollywood continua explorando essa fórmula com artistas como Bob Odenkirk em Nobody e Keanu Reeves em John Wick. No entanto, Morel não conseguiu repetir esse sucesso em títulos posteriores, como The Gunman, que perde espaço na Netflix em agosto de 2026.
The Gunman, lançado em 2015, tem Sean Penn no papel principal de Jim Terrier, um ex-integrante das forças especiais que virou assassino de aluguel para uma empresa de segurança privada na República Democrática do Congo. Após um atentado que desestabiliza a região, ele refaz a vida na Europa, mas seu passado volta a ameaçá-lo, iniciando uma caçada que o persegue por vários países.
Uma tentativa de trazer mais profundidade ao thriller de ação
O filme é uma adaptação do romance policial The Prone Gunman, do autor francês Jean-Patrick Manchette, cujo trabalho é bastante valorizado por fãs do gênero noir. Pierre Morel, que já havia mostrado sua capacidade em Deliver Taken e District B13, buscou aqui unir ação com um drama mais complexo envolvendo mercenários e exploração no contexto africano, algo incomum para produções desse tipo.
Porém, The Gunman não atingiu o desempenho esperado nas bilheterias. Com orçamento estimado em 40 milhões de dólares, arrecadou cerca de 24 milhões mundialmente, um resultado modesto diante dos padrões de um thriller estrelado por um ator ganhador de dois Oscars. O longa parece dividido entre um estilo europeu mais contido e a tentativa de cobrar responsabilidades dramáticas maiores, o que pode ter prejudicado seu apelo junto ao público convencional.
Sean Penn vai além da atuação
Sean Penn não participou apenas como protagonista. Ele também coescreveu o roteiro e produziu o filme, imprimindo um tom mais político e emocional que foge dos clichês usuais de vingança tão comuns em thrillers de ação. Essa abordagem ambiciosa cria um produto diferente de Taken, mas que talvez tenha se complicado demais para agradar a todos os espectadores.
A direção de Pierre Morel aliada à intensa participação criativa de Penn fez The Gunman carregar um peso narrativo que exigia mais do que cenas aceleradas e sequências de luta. Apesar do risco, a ideia de oferecer um olhar mais realista e crítico sobre o legado dos mercenários e a exploração ocidental na África foi um aceno de singularidade dentro do gênero.
The Gunman e sua saída da Netflix
Após mais de uma década de existência, o filme estará disponível na Netflix somente até 16 de agosto de 2026. Não obstante, ele não desaparece completamente das plataformas de streaming. Nos Estados Unidos, por exemplo, The Gunman pode ser assistido no Prime Video, o que oferece uma segunda chance para quem deseja conhecer essa produção menos celebrada.
Esse tipo de filme com orçamento moderado e temas diferentes ganha frequentemente uma nova vida nos catálogos digitais. Para os fãs de thrillers de ação e quem acompanha a carreira de Sean Penn, é uma oportunidade de explorar um trabalho que foge do padrão, mesmo que não tenha alcançado o destaque esperado inicialmente.
Elenco renomado e equipe técnica
Além de Sean Penn, o elenco conta com nomes como Javier Bardem, Idris Elba e Ray Winstone, atores conhecidos nacional e internacionalmente. A produção ficou por conta da StudioCanal, com distribuição da Open Road Films, reunindo talentos que buscavam dar peso ao thriller dramático.
A duração do filme é de 115 minutos, dirigidos por Pierre Morel, que retornou ao gênero de ação com este longa após o êxito de Taken. O roteiro ficou por conta de Don MacPherson, responsável por adaptar a obra de Manchette ao cinema.
Vale a pena assistir The Gunman?
Apesar das críticas mistas e do desempenho comercial abaixo das expectativas, The Gunman pode ser interessante para quem gosta de um thriller que equilibra ação com um olhar mais político e emocional, fugindo um pouco da fórmula tradicional. A produção traz um elenco de peso e uma narrativa que aborda temas pouco explorados em filmes desse estilo.
Para quem acompanha os filmes de ação recentes ou prefere tramas com elementos europeus e dramas de suspense, The Gunman oferece uma experiência diferenciada. No catálogo da Netflix até agosto de 2026, a obra de Pierre Morel pode ser uma surpresa para os fãs do gênero, especialmente se considerarmos sua ligação com a linhagem iniciada por Taken.
Esse filme também pode atrair quem se interessa por narrativas ambientadas na África e na Europa, ligadas a questões de segurança internacional e espionagem. A atuação de Sean Penn como protagonista e produtor adiciona uma camada extra de curiosidade para os espectadores mais exigentes.
Se você gosta de thrillers que mesclam ação e uma visão mais complexa da realidade, pode ser um bom momento para conferir The Gunman antes que ele deixe a Netflix. Além disso, para os amantes do gênero, essa obra ajuda a construir uma ponte entre o estilo clássico e o thriller contemporâneo com maior ambição temática.
Para quem gosta de um bom suspense e ação, vale explorar outras produções do gênero e suas diferentes abordagens aqui no EventiOZ, como as séries e filmes que continuam a surpreender nas plataformas de streaming.

