O universo das adaptações das obras de Stephen King é vasto, passando por clássicos do terror como Carrie, O Iluminado e It. No entanto, nem todos os filmes ou séries baseados em seus livros seguem fielmente o roteiro original. Em alguns casos, experiências diferentes melhoram a história; outras vezes, afastam os fãs que esperavam uma adaptação mais rigorosa.
No lançamento de 2025, The Running Man, dirigido por Edgar Wright, buscou trazer uma versão mais próxima da narrativa original do que a famosa adaptação de 1987 com Arnold Schwarzenegger. Ainda assim, um grande desvio acontece no final do filme. Wright revelou recentemente os motivos para não incluir a conclusão sombria e fiel ao livro escrito por Stephen King sob o pseudônimo Richard Bachman.
Final original mais sombrio foi abandonado por causa do elenco
A trama de The Running Man se passa em um futuro próximo, onde um programa de TV coloca participantes para fugir de caçadores que tentam matá-los. No livro clássico, o personagem Ben Richards, interpretado por Glen Powell no filme, enfrenta uma dura realidade. A história mostra que sua esposa e filha são assassinadas para forçar sua participação no jogo e, ao final, Richards se sacrifica para impedir os planos da emissora.
Edgar Wright contou em entrevista à revista Empire que chegou a escrever o roteiro com esse desfecho, mas a escolha do elenco influenciou sua decisão. Segundo ele, a simpatia de Glen Powell tornou muito difícil manter um final tão cruel. “Era um texto muito brutal para os atores que contratamos”, afirmou o diretor.
Adaptação deixou de lado ato final do livro para evitar polêmicas
Outro ponto decisivo para a mudança do final foi uma questão delicada envolvendo a forma como Richards dá seu último adeus na obra original. No livro, ele destrói o prédio da emissora com um avião, um episódio que remete diretamente ao atentado de 11 de setembro, algo considerado impróprio para o público atual.
Wright comentou que essa associação com um evento real e traumático jamais seria explorada no filme. A decisão de não replicar essa cena chegou a ser uma regra durante a produção. Ele afirmou que a ideia “nunca foi sequer discutida”, justamente para evitar insensibilidade com as tragédias reais.
Final do filme inspira revolução em vez de sacrifício
Apesar da mudança no roteiro, o filme de 2025 fecha a história com uma mensagem forte. Após a prova de coragem de Ben Richards, ele acaba motivando o público a se rebelar contra o sistema opressor do programa. Embora tente desaparecer para proteger sua família, seu impacto inspira uma revolução, ampliando o alcance da trama distópica.
Essa transformação traz um tom menos desesperançoso e mais de esperança, em contraste com o final original, que é marcadamente trágico. O roteiro original ainda permanece como uma referência para entender a visão inicial da saga.
Recepção do filme e trajetória do diretor Edgar Wright
The Running Man foi a produção mais cara da carreira de Edgar Wright até agora, o que ampliou o impacto do desempenho financeiro abaixo do esperado nas bilheterias. Wright, conhecido por sucessos cult como Shaun of the Dead, Hot Fuzz e Scott Pilgrim vs. the World, já enfrentou situações similares em que filmes não tiveram retorno imediato, mas conquistaram o público com o tempo.
Com estreia em novembro de 2025, ainda é cedo para dizer se este novo filme de Edgar Wright vai entrar para o status de cult classic, assim como suas outras obras. No entanto, o diretor manteve seu estilo e trouxe uma adaptação próxima, embora com alterações estratégicas em relação ao final.
Vale a pena assistir The Running Man?
O filme oferece uma releitura moderna e visualmente impactante da obra de Stephen King, com uma narrativa que equilibra ação, ficção científica e crítica social. Quem conhece o livro pode se surpreender com as mudanças, enquanto os novos espectadores têm uma trama ágil e emocionante.
Directamente ligado à cultura pop e ao cinema de entretenimento, The Running Man também pode interessar aos fãs de adaptações que desafiam o formato tradicional, como as séries recentes da Marvel que conquistam grandes públicos. Para quem busca produções de destaque e protagonistas carismáticos, Glen Powell entrega uma performance que dialoga bem com a proposta do diretor. O filme está disponível para streaming e exibição, podendo ser uma aposta interessante para quem acompanha lançamentos recentes no EventiOZ.
Além disso, o universo de adaptações psicológicas e distópicas segue ganhando espaço na mídia, refletindo uma preferência crescente por histórias que estimulam a reflexão e o entretenimento intenso.

