Meta vai usar dados de sites externos para personalizar conteúdos no Facebook e Instagram

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A partir de julho, a Meta começará a usar informações da sua navegação e compras em outros sites para customizar o que aparece no seu feed do Facebook e Instagram. A novidade foi anunciada em um blog da empresa, que explicou que essa atualização amplia o uso dos dados que já recebe de outros negócios para aprimorar o conteúdo exibido.

Apesar de aproveitar dados externos, a Meta garante que não vai coletar novas informações. O foco é usar detalhes que já são compartilhados por parceiros comerciais para oferecer uma experiência mais alinhada aos interesses dos usuários. Isso inclui desde os jogos que você joga até suas últimas compras online.

Como a Meta personaliza seus feeds usando dados fora das redes

Até então, a Meta se baseava principalmente na interação dentro de seus próprios apps para ajustar o que o usuário vê. Curtidas, visualizações e seguidores eram os principais parâmetros para oferecer posts relevantes. A novidade agora é a expansão do uso do que a plataforma chama de “atividade off-platform”.

Por exemplo, se você comprou recentemente uma barraca de camping pela internet, poderá notar conteúdos relacionados a essa temática surgindo nas suas sugestões de vídeos no Reels. Isso não significa que você forneceu esses dados diretamente ao Facebook ou Instagram, mas que empresas parceiras já transmitem essas informações à Meta para fins publicitários e agora para personalização de conteúdos.

Controle da privacidade e configurações em atualização

Com essa alteração, a Meta centralizou as opções que controlam o compartilhamento e uso das informações externas. Para impedir o uso desses dados em anúncios, feeds ou respostas geradas por inteligência artificial, basta desativar a configuração chamada “Atividade de outros negócios”.

Essa mudança facilita o gerenciamento da privacidade, unificando as permissões de dados fora das plataformas. A transparência ganhou destaque no anúncio, reforçando que essa personalização não implica coleta adicional, apenas aproveitamento do que já é compartilhado.

Onde a atualização estará disponível inicialmente

A expansão do uso de dados externos para alimentar os feeds da Meta terá lançamento global, porém com exceções por enquanto. Países como Brasil, Europa, Reino Unido, Turquia, África do Sul, Coreia do Sul e Nigéria estão entre as regiões que não receberão a novidade no início.

Essa decisão parece estar ligada a diferentes legislações de privacidade e regulamentações locais. Assim, usuários dessas áreas ainda manterão o modelo atual de personalização por algum tempo.

A novidade no contexto das tecnologias de personalização da Meta

Desde o ano passado, a Meta já usava interações com sua assistente de inteligência artificial para ajustar os anúncios que o usuário vê. A próxima etapa amplia esse uso para o conteúdo dos feeds em suas principais redes sociais, um avanço multimodal.

Isso chegará enquanto outras gigantes da tecnologia também investem em ampliar a inteligência artificial em seus sistemas, como no recente lançamento do watchOS 27 da Apple com melhorias de IA. O movimento reforça a tendência de integrar dados externos para aprimorar a interação digital.

Meta vai usar dados de sites externos para personalizar conteúdos: vale a pena?

Essa nova abordagem da Meta levanta questões importantes sobre privacidade, mas também promete uma experiência mais personalizada e alinhada aos interesses dos usuários. A combinação de dados internos e externos pode mudar a forma como consumimos conteúdo nas redes. Para quem prefere controle, a empresa disponibiliza ajuste centralizado, facilitando a proteção dos dados.

Por enquanto, a implementação ainda não é global, o que oferece tempo para avaliar impactos e ajustes. No EventiOZ, continuaremos atentos às atualizações e como essas mudanças irão afetar o uso das redes sociais.

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