O gênero de artes marciais vive um momento especial nesta década de 2020. Os filmes não apenas exibem sequências de luta bem coreografadas, mas também investem em temas profundos e atuações marcantes, elevando o valor artístico e narrativo das obras. Com a mistura com outros estilos, como ação, drama e até ficção científica, o público ganha experiências únicas.
Este panorama revela uma retomada vigorosa das artes marciais no cinema, onde histórias tradicionais sobrevivem ao lado de propostas mais ousadas e híbridas. Se você é fã das técnicas de luta ou simplesmente quer acompanhar produções emocionantes, confira a seguir o ranking dos 10 melhores filmes de artes marciais lançados nos últimos anos.
‘The Swordsman’ (2020)
O sul-coreano ‘The Swordsman’ apresenta Jang Hyuk como um lendário espadachim real que, apesar de ser cego, luta para proteger sua filha contra mercenários. O longa valoriza as sequências de combates com espadas, que são claras e funcionam como peças fundamentais para a trama. A ambientação histórica e o uso criativo do som para alertar sobre ameaças dão profundidade ao personagem principal.
Classificado em décimo lugar, ‘The Swordsman’ segue uma estrutura conhecida, semelhante a filmes como ‘Taken’ e ‘Busca Implacável’. Embora o enredo e alguns personagens sejam pouco desenvolvidos, o filme se destaca por sua ação precisa e pelo desempenho sólido do protagonista. É uma produção que supera várias outras no gênero.
‘Life After Fighting’ (2024)
Esse título australiano surpreende ao fugir do cenário típico do Outback e optar por uma narrativa centrada em ambientes fechados. Dirigido e protagonizado por Bren Foster, ‘Life After Fighting’ aborda o drama de um mestre de artes marciais que luta para salvar alunos sequestrados por uma rede de tráfico infantil. Destaque para o clímax de quase 40 minutos de lutas intensas e técnicas.
Fica em nono lugar especialmente pelo espetáculo das cenas de luta, que brilham muito mais do que os subplots e diálogos, que pecam pela simplicidade. Para quem valoriza a ação, o filme entrega tudo o que promete, mas deixa a desejar para aqueles que buscam um roteiro mais elaborado.
‘Sakra’ (2023)
Donnie Yen retorna à direção com ‘Sakra’, adaptação do clássico romance wuxia ‘Demi-Gods and Semi-Devils’. Com sua direção e atuação, Yen traz uma experiência visual grandiosa e técnicas de luta marcantes como o “Dragon Subduing Palms”. A história acompanha o líder da Irmandade dos Mendigos fugindo de acusações que o põem em perigo constante.
Embora a produção fique em oitavo lugar por causa do ritmo irregular, uso excessivo de CGI e cortes no enredo, ainda supera os últimos filmes do ranking por sua escala ambiciosa, atuação segura e importância cultural dentro do gênero.
‘Twilight of the Warriors: Walled In’ (2024)
Esse filme dirigido por Soi Cheang é uma homenagem à clássica arte marcial de Hong Kong, ambientado na enigmática Cidade Mural de Kowloon. O enredo mistura investigação criminal, conflitos de gangues e um mistério envolvendo um refugiado e drogas. A ambientação é tão marcante que quase funciona como um personagem adicional na trama.
‘Twilight of the Warriors: Walled In’ figura em sétimo lugar porque seu principal ponto forte está na produção visual e atmosfera envolvente. No entanto, a narrativa convencional limita o filme de alcançar status de clássico, mesmo com o brilho das cenas de luta e o cenário emblemático. O mérito vale para superar ‘Sakra’ no ranking.
‘Polite Society’ (2023)
Com direção de Nida Manzoor, ‘Polite Society’ mistura wuxia, comédia e heist de forma leve e divertida. A trama acompanha uma adolescente britânica paquistanesa determinada a impedir o casamento arranjado da irmã. Questões sociais como imigração, empoderamento feminino e racismo aparecem com naturalidade, enriquecendo o enredo.
O filme ocupa a sexta posição por sua abordagem original ao universo das artes marciais, incorporando elementos típicos de Bollywood. Entretanto, oscila entre gêneros e por vezes perde ritmo, mas mantém o interesse graças a atuações excelentes e uma fotografia vibrante.
‘Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings’ (2021)
Parte da fase quatro do Universo Marvel, ‘Shang-Chi’ foi uma inovação ao incorporar o kung fu ao gênero de super-heróis. Simu Liu lidera o elenco ao lado de Awkwafina e Michelle Yeoh, trazendo uma combinação de ação, humor e respeito às tradições chinesas. Combates como o duelo em um ônibus ficaram marcados pela coreografia inspirada em Jackie Chan.
Apesar de garantir a quinta posição, o filme perde pontos no terceiro ato pela forte presença dos efeitos digitais, afastando-se um pouco da identidade das artes marciais pura criada anteriormente. Ainda assim, é uma importante produção que ampliou o alcance do kung fu para o público mundial.
‘Monkey Man’ (2024)
Dev Patel dirige e atua em ‘Monkey Man’, sua estreia atrás das câmeras. O filme é um thriller de vingança ambientado na Índia, que discute temas como divisão social, injustiça e mitologia local. A ação é intensa e visceral, com uma câmera que não economiza em mostrar o impacto das lutas no corpo dos personagens.
Classificado em quarto, ‘Monkey Man’ apresenta coreografias ousadas e marcantes, mas perde alguns pontos pela edição que dificulta acompanhar as lutas. A produção destaca-se pela força do enredo político-cultural e pelo compromisso emocional do ator e diretor.
‘Everything Everywhere All at Once’ (2022)
Nesse título, os diretores conhecidos como The Daniels combinam ficção científica e artes marciais para contar a história de uma imigrante chinesa que lida com problemas na Receita Federal enquanto tenta salvar o multiverso. Michelle Yeoh lidera uma trama que mistura humor e luta com uma profundidade rara, discutindo trauma geracional e destino.
Embora tenha muitos elementos de ação, o filme privilegia mais a narrativa e a temática social, ganhando o terceiro lugar no ranking. Essa escolha faz dele uma obra única, que agrada tanto fãs de sci-fi quanto de artes marciais, além de trazer um frescor para o gênero.
‘John Wick: Chapter 4’ (2023)
Na franquia que transformou o cinema de ação moderno, Chad Stahelski entrega o capítulo mais ambicioso até agora, com Keanu Reeves enfrentando o Conselho Supremo em batalhas cada vez mais intensas. A participação de Donnie Yen como o espadachim cego Caine adiciona uma nova energia ao longa.
Apesar do entusiasmo, o filme cai para o segundo lugar porque prioriza o espetáculo em detrimento da credibilidade do roteiro, com muita ação contínua e pouca conexão emocional. Ainda assim, a mistura de armas, artes marciais e perseguições é amplamente elogiada e mantém a franquia no topo do gênero.
‘The Paper Tigers’ (2020)
O grande destaque do ranking é ‘The Paper Tigers’, que combina comédia séria e artes marciais de maneira inovadora. A história acompanha três antigos prodígios que enfrentam limitações físicas para vingar a morte do mestre. O filme envolve temas de mentorias, redenção e envelhecimento sob uma ótica asiático-americana, com diálogos cheios de significado.
Sendo o campeão deste top 10, ‘The Paper Tigers’ equilibra técnica e sentimento, oferecendo um olhar renovador dentro do gênero. A produção prova que não é necessário grande orçamento para criar cenas memoráveis e uma narrativa que cativa. O sucesso deste filme mostra a força do cinema independente e a importância da cultura asiática no cenário americano.
Vale a pena assistir aos melhores filmes de artes marciais dos anos 2020?
Seja por uma análise mais técnica das coreografias ou pelo enredo que dá sentido às lutas, esses filmes representam o melhor das artes marciais atualmente. A diversidade de estilos e origens reflete o mundo globalizado e a inovação que o gênero experimenta. O público que acompanha produções de ação encontra nessas escolhas propostas intensas e variadas.
O EventiOZ destaca que a curadoria desse ranking traz opções para todos os gostos, de produções independentes a blockbusters gigantes. Essas obras são capazes de satisfazer tanto fãs históricos como novos espectadores, mostrando que as artes marciais continuam relevantes e em evolução.
No meio desse universo, títulos como ‘John Wick: Chapter 4’ e ‘Shang-Chi’ ganharam espaço no mainstream, enquanto filmes como ‘The Paper Tigers’ e ‘Life After Fighting’ reafirmam o poder da narrativa e da técnica tradicional. Essa pluralidade faz do período atual um dos momentos mais excitantes para os amantes do gênero.
Para um mergulho ainda maior no cinema contemporâneo, vale destacar que obras recentes vêm ganhando destaque em outras plataformas e vertentes, como acontece com filmes e séries que renovam gêneros há tempos estabelecidos, algo que o público pode acompanhar através de notícias e eventos na EventiOZ.

