J Mascis, vocalista do Dinosaur Jr., comenta sobre vídeo de IA e rotina da banda após 40 anos

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    TÍTULO: J Mascis, vocalista do Dinosaur Jr., comenta sobre vídeo de IA e rotina da banda após 40 anos
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    TAGS: J Mascis, Dinosaur Jr., inteligência artificial, rock alternativo, entrevista
    META: J Mascis fala sobre o vídeo com IA para “Old Friends”, processo criativo do Dinosaur Jr. e a longevidade da banda após quatro décadas.

    J Mascis, líder do Dinosaur Jr., compartilhou recentemente detalhes sobre sua carreira, o jeito descontraído da banda e os bastidores do vídeo gerado por inteligência artificial para a música “Old Friends”. Com mais de 40 anos de estrada, o grupo, formado pelo próprio Mascis, Lou Barlow e Patrick Murphy, continua produzindo discos e fazendo shows em todo o país.

    Apesar da fama de guitarrista meio indiferente no palco, Mascis revelou no EventiOZ lembranças de sua infância, suas escolhas profissionais e sua visão sobre o uso crescente da inteligência artificial na música. Ele também falou sobre o processo de gravação do álbum mais recente, “There Near”, e sua relação com equipamentos musicais clássicos, em especial as guitarras Fender.

    Uma carreira marcada pela simplicidade e atitude despreocupada

    J Mascis é reconhecido por sua postura tranquila e técnica apurada no palco. Seu estilo calmo frente ao público contrastava com a energia dos riffs que construiu ao longo da carreira. Na entrevista, ele comentou que, embora possa parecer desinteressado, essa atitude é parte da sua energia criativa.

    O vocalista relembrou histórias de sua juventude enquanto praticava mini golfe e como uma experiência negativa com pressão o fez desistir dos esportes para se dedicar à música. Essa decisão o levou a formar uma das bandas mais importantes do rock alternativo, com uma linha original que persiste até hoje.

    O segredo da longevidade do Dinosaur Jr. depois de 40 anos

    Enquanto muitos artistas da mesma geração se aposentaram ou tocam por obrigação, Mascis, Barlow e Murphy continuam ativos e produtivos. Para ele, o motivo é simples: “acho que não temos nada melhor para fazer”. Esse pragmatismo, segundo o músico, é o que mantém o grupo funcionando, sem grandes cobranças ou esforços exagerados.

    O processo criativo acompanha essa filosofia. No caso do último disco, “There Near”, a banda não se prendeu a longas sessões no estúdio. Mascis chegou com as canções já preparadas, e eles gravaram rapidamente, mesmo com Barlow e Murphy aprendendo as partes na hora. Essa leveza ajuda a evitar o desgaste e mantém a autenticidade.

    Equipamentos e assinatura musical: entre tradição e praticidade

    Sobre seus instrumentos, J Mascis declarou preferir equipamentos valvulados, mas admite usar o que for mais prático no momento. Ele é conhecido pela parceria com a Fender na criação de guitarras assinadas, mas evita complicações excessivas para que o instrumento possa ser acessível e personalizado pelo usuário.

    O que mais importa para ele é o conforto do braço e o tamanho das tarraxas, considerado essencial para seu estilo. O músico mantém a gravação e mixagem analógicas, mas também utiliza recursos digitais como o Pro Tools para agilizar a produção, conciliando métodos tradicionais e modernos.

    O debate sobre inteligência artificial na música Segundo J Mascis

    O vídeo com tecnologia de inteligência artificial para a faixa solo “Old Friends” gerou opiniões divididas, e Mascis finalmente falou sobre o tema. Ele explicou que o material foi feito por um jovem fã, e que achou o resultado visual interessante, mas admitiu que se trata de “uma área complicada”.

    Ele pontuou que não enxerga a IA como uma ferramenta adequada para a criação musical, embora reconheça sua presença inevitável no cenário atual. Segundo ele, músicos e fãs precisam aprender a lidar com essa realidade, sem deixar que ela destrua a essência da música.

    A intensidade dos shows ao vivo e a busca pelo som real

    J Mascis destacou que a energia crua das apresentações do Dinosaur Jr. ainda atrai o público, mesmo em locais pequenos como o Babys All Right, em Nova York. Ele enfatizou a preferência por equipamentos tradicionais, como amplificadores potentes e ausência de recursos artificiais de monitoramento, reforçando o apelo por uma experiência musical autêntica.

    O músico criticou a dependência das tecnologias modernas nos palcos, dizendo que técnicos de som hoje “criam” o áudio em vez de capturá-lo naturalmente. Essa abordagem demonstra, segundo ele, a necessidade das pessoas buscarem algo genuinamente vivido e não produzido por computadores.

    Atualmente, o Dinosaur Jr. está em turnê pelos Estados Unidos promovendo “There Near”, disco lançado recentemente, mantendo viva a chama do rock alternativo com uma presença marcante no cenário musical.

    No EventiOZ, acompanhar essas trajetórias como a de J Mascis mostra como veteranos do rock conseguem se adaptar e continuar relevantes, mesmo com o avanço constante da tecnologia e mudanças na indústria.

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