“Lioness” conquistou grande público e críticas positivas, tornando-se uma das séries de espionagem mais assistidas do momento. Embora a estreia da quarta temporada esteja prevista apenas para o verão de 2027, sem data oficial confirmada até 14 de outubro de 2026, a espera pode se estender, já que o intervalo entre a segunda e terceira temporadas chegou a dois anos.
Nesse cenário, “Slow Horses”, produção da Apple TV+, surge como uma excelente alternativa para quem quer continuar acompanhando histórias intensas de espionagem. Inspirada nos livros de Mick Herron e adaptada para a TV pelo britânico Will Smith, a série acumula elogios da crítica e indicações ao Emmy, mantendo índice acima de 90% no Rotten Tomatoes.
Assim como “Lioness”, “Slow Horses” mostra uma unidade especial de espiões única
As duas séries representam um novo formato de séries de espionagem, foco não nas ações espetaculares típicas de James Bond, mas nas relações institucionais e a colaboração entre agências de inteligência. Enquanto “Lioness”, do Paramount+, se desenrola dentro da CIA americana, “Slow Horses” acompanha a burocracia do MI5 britânico, detalhando os impactos positivos e negativos desse sistema.
No centro de ambas histórias estão equipes peculiares. Em “Lioness”, Joe McNamara (Zoe Saldaña) lidera um time que envolve principalmente mulheres estrangeiras com passado militar ou de espionagem, enviadas para infiltrar grupos terroristas e criminosos. Já em “Slow Horses”, o grupo é formado por agentes rebaixados por falhas ou escândalos, que executam missões indesejadas sob o comando de Jackson Lamb (Gary Oldman).
O preço pessoal da espionagem é tema presente nas duas produções
Os dramas pessoais dos espiões ganham destaque nas duas séries. Em “Lioness”, o trabalho de Joe afeta sua vida familiar, gerando atritos com o marido e afastamento das filhas. A cena final da terceira temporada, mostrando a casa vazia após a saída da família, reforça essa tensão.
“Slow Horses” aborda o custo humano de forma distinta, focando em temas como vício, desesperança e traumas não resolvidos. As consequências das missões passadas reverberam no presente, enquanto a agência não oferece suporte adequado. Mesmo os agentes mais competentes sofrem com a pressão e os danos emocionais.
“Slow Horses” dedica menos tempo à ação, mas aprofunda o desenvolvimento dos personagens
Fãs de “Lioness” podem estranhar a menor quantidade de cenas de ação em “Slow Horses”. Enquanto a produção da Paramount+ trata a espionagem como um campo de demonstração de habilidades e táticas, a série da Apple TV+ foca na espionagem como um trabalho cotidiano, marcado pelo desgaste, pela pressão e pelas tarefas menos glamourosas.
A abordagem das duas séries sobre a inteligência também diverge. “Lioness” apresenta o espionagem como um elemento essencial para a segurança nacional, mesmo que haja danos colaterais. Já “Slow Horses” questiona as motivações das agências, destacando interesses pessoais e dilemas morais constantes, com personagens enfrentando escolhas éticas difíceis dentro de um ambiente institucional complexo.
Baseada numa obra literária renomada, “Slow Horses” é uma série que vale a pena conferir
Inspirada na premiada série de livros de Mick Herron, “Slow Horses” traz uma narrativa que mistura suspense, sátira e crítica social, remetendo ao estilo de John le Carré. Isso contribui para um roteiro mais denso e focado nos aspectos humanos da espionagem, sem recorrer ao espetáculo exagerado ou apelo excessivo às estrelas.
No catálogo da Apple TV+, “Slow Horses” é perfeita para quem deseja mergulhar em histórias de inteligência com mais profundidade. O conteúdo destaca a importância de entender o impacto emocional dos agentes e as nuances institucionais, tornando-se uma ótima sugestão para quem acompanha “Lioness”. Caso tenha interesse em outros thrillers recentes e intensos, o EventiOZ também traz novidades, como o lançamento do thriller de ação “The Deputy”.
Slow Horses: vale a pena assistir?
“Slow Horses” se destaca por oferecer uma perspectiva realista e humanizada sobre o mundo da espionagem. A série prioriza o desenvolvimento dos personagens e a complexidade moral em vez das cenas de ação frenéticas, o que pode ser renovador para fãs do gênero. Com atuações sólidas de Gary Oldman e um roteiro fiel à obra original de Mick Herron, vale a pena incluir esse título na sua lista se gosta de tramas de suspense e espiões.

