O filme reboot da franquia Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, alcançou resultados expressivos nas bilheterias dos Estados Unidos, ultrapassando US$125 milhões em apenas três semanas em exibição. Essa marca torna-o o primeiro título da série a ultrapassar a barreira dos US$100 milhões no mercado doméstico, quebrando um recorde que durava 16 anos.
Com uma duração de 95 minutos, o longa aposta em um ritmo intenso para renovar o interesse do público em uma franquia que já enfrentava desgaste. Além disso, o reboot superou em mais de sete vezes a arrecadação do filme anterior lançado em 2021, que alcançou apenas US$17 milhões no mesmo mercado.
Reboot de Resident Evil conquista público superando expectativas
Zach Cregger, que também assina parte do roteiro, conseguiu revitalizar a franquia com um projeto que conta com a colaboração de diversos estúdios, incluindo Constantin Film e Columbia Pictures. O orçamento ficou em cerca de US$75 milhões, sem contar os custos com divulgação e distribuição.
Esse investimento se refletiu na bilheteria: o filme já supera o desempenho doméstico de Resident Evil: Afterlife, que detinha o recorde anterior com US$60,1 milhões. A estratégia do reboot envolveu uma visão mais moderna e direta, apostando em um estilo mais enxuto para captar a audiência, o que parece ter dado resultados positivos.
Bilheteria doméstica finalmente supera público internacional
Tradicionalmente, os longas da franquia Resident Evil têm seu sucesso garantido principalmente fora dos Estados Unidos. Esse modelo mudou com o lançamento do reboot, que registrou US$125 milhões no mercado americano, um pouco mais do que os US$121 milhões arrecadados internacionalmente.
Ao todo, o filme já acumulou US$246 milhões globalmente, assumindo a terceira posição em faturamento da série, atrás de Resident Evil: The Final Chapter, com US$312 milhões, e Resident Evil: Afterlife, com US$300 milhões. O desempenho mais equilibrado entre público nacional e internacional mostra a força renovada da franquia com essa nova abordagem.
Passado turbulento da franquia e a aposta no novo reboot
Anteriormente, as adaptações de Resident Evil enfrentaram dificuldades para encontrar um tom bem-sucedido, equilibrando fidelidade ao material original e apelo comercial. A última tentativa em live-action de 2021, Resident Evil: Welcome to Raccoon City, teve orçamento modesto de US$25 milhões, mas falhou em conquistar o público e a crítica.
Além disso, a série em live-action lançada na Netflix em 2022 se afastou bastante do universo dos jogos e foi cancelada após uma única temporada pela baixa audiência. O trabalho de Cregger, portanto, representou uma aposta arriscada, que até o momento vem movimentando o mercado e trazendo esperança para a continuidade do universo cinematográfico Resident Evil.
Produção e elenco de peso na nova fase da franquia
O reboot conta com um elenco liderado por Austin Abrams, que interpreta Bryan, ao lado de nomes como Paul Walter Hauser, Kali Reis e Zach Cherry. O projeto foi escrito por Shay Hatten e Zach Cregger, que também assumiu a direção.
O investimento veio de uma parceria entre Constantin Film, Davis Films, PlayStation Productions, Subconscious, Vertigo Entertainment e Columbia Pictures. A união dessas produtoras reforça a aposta alta no potencial da nova versão para garantir a longevidade da franquia.
Vale a pena assistir ao reboot de Resident Evil?
Com uma narrativa ágil e informações distribuídas com precisão, o reboot de Resident Evil dirigido por Zach Cregger conquistou público e surpreendeu nas bilheterias americanas. A combinação de ritmo acelerado, elenco sólido e uma produção bem financiada tem garantido um equilíbrio entre entretenimento e qualidade técnica.
Para fãs de suspense e ação, o filme traz uma experiência compacta e direta, fugindo da fadiga que marcas longas costumam apresentar. Quem busca histórias intensas e bem construídas, como as destacadas em lançamentos recentes, pode encontrar neste reboot uma boa opção.
Seja para conferir a renovação do universo Resident Evil ou para quem se interessa por projetos audiovisuais que marcam a cultura pop, o título merece atenção especial neste segundo semestre.
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