Roger Ebert quebrou regra para comentar e elogiar o cult sci-fi dos anos 90, “Dark City”

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Roger Ebert, um dos críticos de cinema mais influentes da história, marcou sua carreira com análises que misturavam profundidade e estilo acessível. Durante seus mais de 40 anos de atuação, sua opinião foi referência para cinéfilos e profissionais da indústria. Além disso, Ebert sempre apoiou filmes independentes e de diretores fora do circuito comercial tradicional.

O icônico crítico raramente gravava comentários para DVDs, mas abriu exceção para o thriller sci-fi cult “Dark City” (1998). Apesar de não ser um sucesso de bilheteria, o filme conquistou a admiração dele, o que o levou a dedicar horas falando sobre suas qualidades artísticas.

Roger Ebert gravou comentário para DVD pela primeira vez em “Dark City”

O thriller noir de ficção científica “Dark City” foi eleito por Ebert como o melhor filme de 1998, algo que surpreendeu muitos pela falta de grande sucesso comercial. O filme estreou na quarta posição nas bilheterias e não alcançou a lista dos 100 maiores faturamentos mundiais daquele ano.

Dirigido pelo australiano Alex Proyas, conhecido por “The Crow”, “Dark City” conta a história de um homem amnésico, John Murdoch, perseguido pela polícia e por seres misteriosos chamados “Estranhos”, em uma cidade que nunca vê o dia. A atmosfera sombreada e sempre noturna do cenário cria um clima único e impactante para o gênero.

Ebert elogiou o filme em sua época e, anos depois, sua avaliação se confirmou com o reconhecimento do longa como um clássico cult. O cineasta destacou a originalidade da obra, especialmente no quesito visual. Ele chegou a afirmar que o filme é uma celebração da imaginação visual no cinema, o que o motivou a realizar um comentário exclusivo para a versão em DVD.

“Dark City” mistura raro thriller noir e ficção científica

A obra destaca-se por sua estética noir, lembrando o universo sombrio que Proyas já havia explorado em “The Crow”. O filme combina elementos de ficção científica com uma trama criminal repleta de suspense, criando uma narrativa inovadora no gênero.

Embora o cinema já conte com exemplos de sci-fi misturado a thrillers policiais, como “Blade Runner” e “O Exterminador do Futuro”, “Dark City” se diferencia pelo visual distinto e atmosfera penetrante. A presença dos “Estranhos”, seres alienígenas que controlam cadáveres humanos, traz um toque de horror que também enriquece o enredo.

Esses antagonistas, com roupas escuras e fedoras, personificam o visual noir de forma particularmente assustadora, reforçando a originalidade do filme e explicando por que Roger Ebert valorizou tanto a produção.

“Dark City” é o exemplo clássico de cult mal compreendido

Quando lançado, o filme enfrentou dificuldades para conquistar o público. Um dos principais motivos foi o marketing confuso da New Line Cinema, que não conseguiu posicionar a obra corretamente. A tentativa de justificar o roteiro complexo levou até a inserção de uma narração explicativa no início, que acabou entregando segredos importantes da trama.

Roger Ebert quebrou regra para comentar e elogiar o cult sci-fi dos anos 90, “Dark City”

Além disso, o lançamento de “Matrix” em 1999 ofuscou a atenção sobre “Dark City”. Muitos passaram a ver o filme de Proyas como uma cópia inferior da obra dos irmãos Wachowski, ignorando que “Dark City” tinha chegado antes e explorava ideias originais de maneira diferente.

Somente com o passar dos anos, a produção recebeu o reconhecimento merecido, acompanhando a opinião de Roger Ebert, que desde o começo enxergou seu potencial como uma experiência cinematográfica única e visionária.

Elenco e detalhes técnicos de “Dark City”

“Dark City” foi lançado em 27 de fevereiro de 1998, com duração de 100 minutos e direção de Alex Proyas. O roteiro foi escrito pelo próprio Proyas em parceria com David S. Goyer e Lem Dobbs. A produção ficou a cargo de Andrew Mason e Brian Witten.

O elenco principal conta com Rufus Sewell no papel de John Murdoch, e William Hurt como o Inspetor Frank Bumstead, entre outros intérpretes que compõem o clima tenso e misterioso do filme.

Atualmente, “Dark City” está disponível para aluguel e compra em plataformas como o Prime Video, oferecendo a quem quiser a chance de conhecer este clássico que Roger Ebert tanto admirava, disponível para novas gerações que acompanham a produção cinematográfica na era do streaming.

Vale a pena assistir “Dark City”?

“Dark City” é uma obra que combina originalidade visual, roteiro intrigante e uma atmosfera que poucos filmes conseguem reproduzir. Para fãs de ficção científica, noir e thrillers de suspense, este filme oferece uma experiência singular, marcada pela visão artística de Alex Proyas e validada pelo olhar de Roger Ebert. No EventiOZ, acompanhamos a valorização constante deste cult que merece espaço entre os grandes do gênero.

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