O filme “Resident Evil”, dirigido por Zach Cregger, conquistou o topo da bilheteria mundial de 2026 ao ultrapassar a marca da superprodução da Amazon MGM, “Masters of the Universe”. O longa da franquia de terror alcançou essa façanha em apenas nove dias, enquanto a produção da Amazon contou com um orçamento muito maior e longa campanha durante o verão.
Essa superação mostra como um orçamento controlado e uma boa recepção do público podem superar investimentos milionários. A disputa nas telonas em 2026 está acirrada, e o desempenho de “Resident Evil” prova que grandes franquias podem voltar com sucesso sem necessariamente gastar fortunas no lançamento.
“Resident Evil” ultrapassa “Masters of the Universe” na bilheteria global
Com arrecadação mundial de US$ 115,25 milhões, “Resident Evil” superou o total de US$ 113,79 milhões conquistado por “Masters of the Universe” em toda sua exibição nos cinemas. O longa dirigido por Zach Cregger contou com orçamento estimado em US$ 75 milhões, quase a metade do investimento da produção da Amazon, que custou US$ 170 milhões.
Enquanto “Masters of the Universe” teve uma estreia discreta em junho e nunca liderou as bilheterias, “Resident Evil” estreou forte, mantendo o interesse intenso do público graças à mistura de terror e ação. A produção da Amazon contou ainda com um grande espetáculo de divulgação, que incluiu um show de drones em Los Angeles — mesmo assim, não conseguiu manter o ritmo nas bilheterias.
“Masters of the Universe”: orçamento alto e resultados mornos nas salas
Travis Knight dirigiu a longa produção focada na retomada da franquia He-Man, trazendo Nicholas Galitzine como Prince Adam e Jared Leto como Skeletor. O filme totaliza 140 minutos, investimento pesado que não se refletiu em uma bilheteria robusta.
As críticas, apesar de melhores que o histórico da série, foram mornas, com o filme alcançando 68% no Rotten Tomatoes. Sua estreia ficou atrás de “Scary Movie” em junho, sem conseguir avançar nas paradas. No entanto, “Masters of the Universe” conquistou espaço no streaming, acumulando 1,17 bilhão de minutos de exibição na primeira semana no Amazon Prime Video, segundo dados da Nielsen.
“Resident Evil”: sucesso em quase todos os aspectos
Depois do sucesso de “Barbarian”, a Sony confiou a direção de “Resident Evil” a Zach Cregger. Com roteiro escrito por ele e Shay Hatten, o filme conquistou crítica e público, somando 96% de aprovação no Rotten Tomatoes — a maior para um filme inspirado em videogame.
A estreia global chegou a US$ 108,3 milhões, com US$ 60 milhões arrecadados só nos Estados Unidos, quase a bilheteria total de “Resident Evil: Afterlife”, até então o ápice da franquia. A produção equilibra com maestria cenas assustadoras e momentos de humor, elemento que tem sido destacado pela crítica e pelo público.
Direção de Zach Cregger e desempenho financeiro
O crítico Paul Dergarabedian destaca que Cregger já é uma figura reconhecida no mundo do horror, o que agrega valor para o público e influencia positivamente a arrecadação. “Zach Cregger mais uma grande franquia significa dólares no caixa”, apontou, destacando ainda a sensação de renovação trazida pelo diretor.
Embora o período de exibição do filme ainda esteja em andamento, a liderança que “Resident Evil” assumiu parece consolidada. O desempenho financeiro e a recepção na crítica indicam que a produção deve manter uma boa trajetória, contrastando com o desempenho mais tímido da superprodução da Amazon.
Elenco de “Resident Evil”
- Austin Abrams como Bryan
- Paul Walter Hauser como Carl
- Kali Reis como Pauline
- Zach Cherry como Dave
Com uma equipe de produção liderada por Asad Qizilbash, Carter Swan, Miri Yoon e o próprio Zach Cregger, o longa aposta na combinação de horror e ação para atrair o público.
No EventiOZ, acompanhamos de perto o desempenho dos lançamentos mais aguardados do cinema e percebemos que em 2026 a receita para o sucesso nas bilheterias tem sido surpreendentemente diferente das apostas tradicionais, como é o caso do sucesso de “Resident Evil” frente à superprodução de “Masters of the Universe”. Para quem busca novidades quentes do cinema, também há ótimas opções nos gêneros de suspense e fantasia, como nas melhores séries thriller psicológico na Netflix sem episódios ruins, que têm conquistado públicos fiéis.

