Um grupo de três pesquisadores independentes conseguiu invadir contas internas da OpenAI em menos de 72 horas com a ajuda da inteligência artificial Claude, da Anthropic. A equipe explorou vulnerabilidades no processamento de imagens HEIF em um sistema de fórum de terceiros para acessar o repositório de código da empresa.
O ataque, que envolveu recursos limitados e poucos gastos em tokens de IA, mostrou falhas importantes na segurança digital da OpenAI. Após informar as brechas, a equipe recebeu uma recompensa e a empresa corrigiu as vulnerabilidades reportadas.
Como a invasão à OpenAI foi realizada
Os pesquisadores do grupo Hacktron usaram o Claude Opus 4.8 e 5, lançados em julho de 2026, para executar um ataque sofisticado. Eles exploraram a plataforma Discourse, responsável por hospedar os fóruns comunitários da OpenAI, aproveitando uma falha no sistema que processa imagens no formato HEIF.
A partir de um arquivo de imagem corrompido, a equipe obteve execução remota de código (RCE) na nuvem do Discourse e acessou instâncias internas da OpenAI. Essa brecha permitiu o acesso ao Monorepo, repositório do GitHub que contém segredos algorítmicos da empresa. Apesar de não terem navegando diretamente nos códigos internos, os pesquisadores enviaram uma solicitação de pull request para demonstrar a invasão via conta de funcionário.
A escalabilidade do projeto HEIF Heist
O chamado projeto HEIF Heist levou apenas um ou dois dias para ser adaptado a diversas outras empresas, incluindo Slack, Meta, GitHub Enterprise, Rails, Next.js e ImageMagick. O custo total em tokens de IA ficou abaixo dos US$ 3 mil.
Para surpresa da equipe, a infração foi detectada apenas por um dos alvos, a Shopify. Esse fato indica que muitas companhias ainda podem estar vulneráveis a ataques semelhantes. As brechas foram rapidamente corrigidas após os pesquisadores as reportarem.
Recompensa e posicionamento dos pesquisadores
Por identificar o problema com a plataforma Discourse e a OpenAI, a equipe Hacktron recebeu dos responsáveis pela empresa um pagamento de US$ 6.500. O CTO da Hacktron, Mohan Pedhapati, destacou que eles são apenas um pequeno grupo utilizando inteligência artificial como Claude e Codex, e comparou o potencial de ataques vindos de grupos chineses, que possuem estruturas muito maiores.
Esse episódio reforça como tecnologias de IA podem ser tanto ferramentas de defesa quanto de ataque em segurança digital. Empresas líderes descobrem novos desafios com esses avanços e a abordagem dos pesquisadores ressalta a importância da colaboração entre especialistas e corporações para mitigar riscos.
Relevância para o cenário de segurança de IA e cibersegurança
A invasão à OpenAI mostra como a inteligência artificial está integrada em estratégias de ataque e defesa cibernética. Este caso é mais um alerta para a comunidade tecnológica e para o público interessado em segurança digital e inteligência artificial.
Além disso, em meio a debates recentes sobre IA, como os desafios levantados por sindicatos de Hollywood ou até decisões políticas em relação a regulação da tecnologia, a comunidade precisa se manter atenta às vulnerabilidades da infraestrutura digital.
Vale a pena acompanhar os avanços e riscos da IA na segurança digital
Para quem acompanha o mercado de tecnologia e inteligência artificial, esse episódio com a OpenAI é um sinal claro da importância de estar atento às tecnologias emergentes como Claude, que rapidamente modificam métodos tradicionais de segurança digital.
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