Prepare-se para ver Ridley Scott, aos 88 anos, retomar o universo da ficção científica com um toque diferente em “The Dog Stars”, seu novo filme que chega às telas em agosto de 2026. A direção do veterano cineasta traz uma narrativa pós-apocalíptica que foge do tradicional ritmo acelerado e aposta em um tom mais calmo e reflexivo.
O longa, estrelado por Jacob Elordi, acompanha sobreviventes de uma pandemia devastadora que destruíram grande parte da humanidade. A narrativa aposta na esperança e na busca por conexões humanas, mesmo em meio a um cenário sombrio e ameaçador.
“The Dog Stars”: um cenário desolado e uma abordagem diferente do diretor Ridley Scott
Depois do sucesso de “Perdido em Marte” (2015), Ridley Scott se aventura novamente na ficção científica, mas desta vez com um filme que mistura elementos de faroeste e drama pós-apocalíptico. A trama se passa em um mundo arrasado pela gripe, onde sobreviventes vivem em refúgios isolados, sempre temendo saqueadores. Essa ambientação lembra produções como “28 Dias Depois” e até a série “The Last of Us”, mas sem cair no clichê do thriller acelerado.
O roteiro assinado por Mark L. Smith, conhecido por seu trabalho em “The Revenant”, reforça o contraste entre personagens de gerações diferentes. Essa dinâmica traz à tona um conflito entre o ceticismo extremo e a busca por esperança em meio ao caos. A fotografia capta cidades abandonadas cobertas por névoa e áreas rurais mantidas com cuidados mínimos, compondo um cenário melancólico e realista.
Personagens e interpretações que sustentam a trama de “The Dog Stars”
Jacob Elordi interpreta Hig, um ex-mecânico que faz viagens arriscadas em seu velho avião, em busca de suprimentos e talvez de um recomeço. Ele carrega o peso da perda da esposa e tenta construir uma nova vida em um mundo devastado. Seu melhor companheiro é Bangley, vivido por Josh Brolin, que representa uma visão mais dura e desconfiada da sobrevivência, andando sempre armado e pronto para neutralizar ameaças.
Esse contraste entre Hig e Bangley é um dos pilares do longa, reforçado pela atuação dos atores que sustentam a tensão emocional. Margaret Qualley e Guy Pearce também compõem um núcleo importante, interpretando Cima e Pops, respectivamente, personagens que exemplificam o conflito geracional e a complexidade das relações humanas pós-pandemia.
A atmosfera equilibrada e o ritmo de “The Dog Stars”
O filme se destaca pela sua atmosfera contida, que não perde tempo com sequências explosivas típicas do gênero. A trilha sonora acústica de Harry Gregson-Williams e uma música de Hozier ajudam a construir o clima sob o qual os personagens vivem — um estado de espera constante e vulnerabilidade. Ridley Scott opta por um ritmo mais lento, quase um mood piece, que remete ao estilo menos acelerado dos faroestes clássicos.
As cenas de ação são pontuais, mas são entregues com a mesma intensidade que se espera do cineasta por trás de títulos como “Gladiador” e “Black Hawk Down”. Esses momentos servem para destacar que, apesar da melancolia e do isolamento, a violência está sempre próxima.
A esperança e os riscos na narrativa de “The Dog Stars”
Um ponto-chave do filme é a mensagem de que sobreviver não é suficiente para viver plenamente. Hig parte em uma jornada ao ouvir uma transmissão de rádio distante, decisão que impulsiona a narrativa para o que se assemelha a um faroeste moderno. A relação crescente entre Hig e Cima reforça o tema da renovação, da conexão humana mesmo diante do medo e da perda.
O roteiro coloca em conflito a segurança dos refúgios isolados com a coragem necessária para enfrentar o desconhecido em busca de esperança. Esse equilíbrio entre precaução e ousadia marca todo o desenrolar da trama.
Vale a pena assistir “The Dog Stars”?
Com duração de 119 minutos, “The Dog Stars” entrega uma experiência cinematográfica diferente dentro da filmografia de Ridley Scott. A produção não agrada quem espera um filme de ação pura ou com ritmo acelerado, mas conquista por sua abordagem sensível e pela construção de personagens profundos. A atuação de Jacob Elordi se destaca, principalmente pela dualidade emocional que imprime ao personagem Hig.
Se você curte produções que misturam ficção científica com drama humano e reflexões sobre o futuro da humanidade, essa é uma aposta que merece sua atenção. O trabalho de Ridley Scott neste longa mostra que, mesmo próximo dos 90 anos, ele ainda pode surpreender trazendo desafios e novidades para o gênero sci-fi.
Para quem acompanha as novidades do cinema, “The Dog Stars” chega em uma época marcada por reflexões sobre pandemias e suas consequências, muito próximas da realidade atual. No catálogo de lançamentos, o filme pode ser uma ótima alternativa para quem busca mais que entretenimento, mas também uma narrativa que provoque reflexão. E para fãs de domínio visual e narrativo, vale a pena ver como Scott explora a delicada linha entre desespero e esperança.
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