Para garantir um bom desempenho na redação do Enem 2026, dominar a norma-padrão da língua portuguesa não é suficiente. O candidato deve estar atento a problemas sociais atuais, entendendo-os e relacionando-os a acontecimentos recentes para construir argumentos sólidos.
O professor Ademar Celedônio, diretor de ensino e inovação da Arco Educação, destaca que acompanhar as notícias do país contribui tanto para as questões objetivas quanto para a redação, que geralmente aborda temas sociais relevantes. O exame busca avaliar o pensamento crítico do estudante diante de problemas estruturais e atuais do Brasil, tornando necessário ter repertório atualizado.
Desafios na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital
A exposição crescente das crianças e jovens às tecnologias digitais traz riscos como conteúdos impróprios, publicidade direcionada, coleta indevida de dados e cyberbullying. Esse cenário exige uma ação conjunta entre família, escola, Estado e plataformas digitais para garantir a proteção desse público.
O tema ganha ainda mais relevância com novas leis e debates em torno da responsabilidade das empresas de tecnologia e a necessidade de educar para o uso consciente da internet. Entre os pontos para abordagem estão a educação digital nas escolas, proteção de dados pessoais, combate ao assédio on-line e saúde mental ligada ao uso excessivo de telas.
Garantindo direitos e futuro para a juventude brasileira
A juventude das periferias, especialmente os jovens negros, enfrenta violência, evasão escolar e falta de oportunidades. O tema envolve a articulação de políticas públicas que abrangem segurança, educação, cultura e emprego para promover um futuro digno.
O assunto é fundamental por unir discussões sobre direitos humanos, desigualdade social e segurança pública. Entre os tópicos a serem explorados estão a prevenção da violência, acesso ao ensino técnico e ao mercado de trabalho, além da valorização do protagonismo juvenil em decisões públicas.
Alfabetização plena como base da cidadania no Brasil
O combate ao analfabetismo não garante que todos consigam interpretar informações complexas, textos científicos ou conteúdos digitais. Alfabetizar plenamente significa promover autonomia para a participação social, o que inclui leitura crítica e compreensão do mundo.
Este tema é importante porque amplia o acesso à educação, ao emprego e à informação. As discussões podem abranger a valorização da educação de jovens e adultos, combate à evasão escolar, alfabetização digital e científica, e o combate à desinformação usando o letramento midiático em ambientes escolares e comunitários.
Confiança na ciência e nas instituições de saúde
A pandemia da covid-19 evidenciou como a desinformação pode prejudicar decisões e a saúde pública. Fortalecer a confiança da população na ciência requer transparência, comunicação clara e combate rigoroso às fake news.
Para abordar o tema, é possível discutir a importância da educação científica desde o ensino básico, o papel das plataformas digitais na circulação de informações falsas, além do relacionamento entre ciência, imprensa e sociedade, focando na transparência e no acesso a dados confiáveis.
Inclusão de estudantes com altas habilidades na educação
Muitos estudantes com altas habilidades ou superdotação ainda são negligenciados nas escolas por falta de identificação, formação adequada de professores e estratégias pedagógicas específicas. A inclusão demanda reconhecer diferentes ritmos e profundidades de aprendizagem.
A Lei nº 15.436, de junho de 2026, criou uma política nacional para esses estudantes, com ações que envolvem diagnóstico precoce, atendimento especializado e programas de enriquecimento curricular. O tema permite abordar também o apoio socioemocional e o combate a estereótipos comuns.
Perspectivas para a inclusão das pessoas neurodivergentes
Pessoas com autismo, TDAH, dislexia e outras condições enfrentam barreiras em áreas educacionais, profissionais e sociais. A inclusão real exige superar o capacitismo e adaptar espaços, métodos e avaliações para garantir acessibilidade e igualdade de oportunidades.
Entre os aspectos a tratar estão a formação de professores para a prática inclusiva, acesso a diagnósticos multidisciplinares, inclusão no ensino superior, adaptação de ambientes de trabalho e combate a preconceitos que limitam a autonomia dessas pessoas e suas famílias.
Enfrentamento das calamidades climáticas e degradação ambiental
Eventos extremos como enchentes e o desmatamento da Amazônia impactam principalmente as populações vulneráveis. O tema engloba a discussão sobre prevenção, planejamento urbano, justiça climática e responsabilidade de governos, empresas e sociedade na preservação ambiental.
É possível abordar prevenção de desastres, fiscalização de áreas de risco, recuperação de áreas degradadas, consumo sustentável e políticas ambientais contínuas, independentemente das mudanças no governo. A articulação entre ciência, Defesa Civil e gestão pública também é fundamental.
Vale a pena focar nos temas atuais para a redação do Enem 2026?
O professor Ademar Celedônio reforça que o foco não deve ser tentar prever o tema da prova, mas sim desenvolver repertório, interpretação e argumentação. Para alcançar a nota máxima, é essencial compreender o problema, defender pontos de vista e propor soluções viáveis.
Praticar redações sobre temas atuais ajuda o estudante a construir argumentos consistentes e práticas de intervenção, essenciais para se destacar no exame.
No EventiOZ, você encontra conteúdos e dicas para retomar o ritmo de estudos e se preparar para a redação, ampliando seu repertório para temas contemporâneos e relevantes.

