TÍTULO: Morte de Ormund Hightower em House of the Dragon revive erro polêmico de Game of Thrones
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TAGS: House of the Dragon, Game of Thrones, George R.R. Martin, Ormund Hightower, adaptações literárias
META: A morte de Ormund Hightower em House of the Dragon repete erro narrativo controverso de Game of Thrones, afetando a construção do personagem.
O episódio final da terceira temporada de House of the Dragon, “The Treasons at Tumbleton”, voltou a provocar debates ao repetir um equívoco narrativo já visto em Game of Thrones. A série derivada de George R.R. Martin apresenta uma morte controversa que fragiliza o personagem Ormund Hightower, semelhante ao que aconteceu com Lord Petyr Baelish na penúltima temporada de GoT.
Enquanto Game of Thrones se apoiava em grande parte na obra literária, chegando a ultrapassá-la com adaptações livres, House of the Dragon expande o universo com menos material original. Mesmo assim, as mudanças feitas até agora têm funcionado, até que o desfecho da terceira temporada trouxe uma reviravolta criticada pelos fãs e especialistas.
Por que a morte de Ormund Hightower em House of the Dragon soa errada
Apresentado como um personagem altamente inteligente e estratégico, Ormund Hightower fez do seu objetivo o reenfraquecimento e ascensão da Casa Hightower, buscando colocar Daeron Targaryen no Trono de Ferro. Sua inteligência e sagacidade o colocavam na mesma linha de antagonismo e astúcia de Lord Petyr Baelish em Game of Thrones.
Durante a temporada, Ormund age com soluções rápidas e eficazes para atingir seus propósitos, demonstrando uma mente afiada em diversas situações. Porém, sua morte acaba parecendo desconexa da percepção construída para ele. A sequência final com a traição do cavaleiro Ulf the White e seu dragão Silverwing parece uma decisão narrativa que não condiz com a inteligência do personagem, que se mostra incapaz de prever um erro tão grande.
Assim como Littlefinger em GoT, que foi vítima de um erro simplista ao tentar manipular Sansa e Arya Stark, Ormund sucumbe por uma manobra que um vilão tão calculista dificilmente cometeria. Essa mudança de roteiro, diferente do que foi escrito originalmente em Fire & Blood, faz Ormund parecer menos ameaçador e estrategista do que o esperado. Para comparar detalhes da história de Ulf na série e no livro, vale conferir as diferenças entre eles.
Ormund Hightower e o eco do estilo de escrita de George R.R. Martin
George R.R. Martin, além de co-criador, é produtor e colaborador na criação de House of the Dragon. Ele participou no início definindo a trajetória e decisões importantes para a adaptação da obra Fire & Blood. Porém, com o avanço da série, sua participação diminuiu.
O showrunner Ryan Condal tem a palavra final nas decisões criativas, incluindo as mudanças no rumo da história que fogem do material original. Isso explica porque a morte de Ormund ganhou uma estrutura diferente, menos condizente com a inteligência do personagem. Martin é reconhecido por elaborar personagens complexos, como Tyrion Lannister e Varys, que surpreendem pela sagacidade e capacidade tática.
Quando um autor desse perfil tem seu envolvimento reduzido, as adaptações podem perder a verossimilhança e coerência em personagens-chave, como ocorre em House of the Dragon. Essa alteração em Ormund deixa claro que a produção da série tem tomado rumos próprios, nem sempre alinhados com o que George R.R. Martin escreveria.
Comparação entre as mortes de Ormund Hightower e Lord Petyr Baelish
Ambos personagens tiveram destaque por seu intelecto e manipulação política. Entretanto, suas mortes foram consideradas por muitos fãs como incoerentes. Littlefinger, em Game of Thrones, foi surpreendido e capturado após uma sequência que, para alguns, diminuiu sua habilidade estratégica.
Ormund, na trama de House of the Dragon, também sucumbe devido a uma decisão arriscada e mal planejada, causando estranhamento. O uso do cavaleiro Ulf e seu dragão, que acaba traindo-o por motivos questionáveis, reforça essa sensação de inconsistência, pois um vilão tão sagaz dificilmente confiaria cegamente em um aliado pouco leal.
Essa semelhança nas escolhas narrativas levanta questionamentos sobre a condução da série no pós-material de George R.R. Martin e suas possíveis consequências para o desenvolvimento futuro dos personagens e da trama.
A influência de George R.R. Martin em House of the Dragon e seu impacto na narrativa
A colaboração inicial de Martin foi vital para moldar House of the Dragon, mas seu afastamento gradual deixa brechas para ajustes que podem comprometer a essência das personagens. A decisão de criar uma morte diferente para Ormund, mais simplista, mostra que a equipe de produção prioriza o impacto dramático instantâneo em detrimento da construção lógica.
Essa tendência já foi observada em Game of Thrones, especialmente nas últimas temporadas, e agora parece se repetir na série derivada, algo que o público acompanha atentamente. O EventiOZ destaca que essa mudança pode afetar a credibilidade do roteiro, especialmente para quem conhece os livros e espera fidelidade.
Vale a pena acompanhar House of the Dragon apesar das mudanças?
Mesmo com as alterações controversas, House of the Dragon mantém sua força enquanto fenômeno de entretenimento. A série continua instigando discussões e atraindo espectadores, o que mostra seu impacto cultural. Contudo, para quem busca uma adaptação fiel e coerente com a obra original, essas mudanças podem frustrar.
É interessante acompanhar a produção para entender como ela vai lidar com essas escolhas narrativas daqui para frente, especialmente considerando a influência cada vez menor de George R.R. Martin nos roteiros da série.
Para quem deseja se aprofundar nas diferenças entre as versões da série e dos livros, o conteúdo sobre o destino de Ulf em House of the Dragon traz análises detalhadas que complementam esse debate e enriquecem o entendimento da trama.

