O site de jogos Restart, patrocinado pelo Walmart, anunciou a demissão completa do seu time editorial poucos meses após sua estreia no mercado. A informação foi confirmada por Brandy Berthelson, ex-chefe de redação da plataforma, em comunicado divulgado nesta sexta-feira.
O Restart foi lançado no final de 2024 pela Moonrock, uma agência de marketing de conteúdo, e ganhou destaque por ser a aposta do Walmart no setor de mídia para games. Apesar de operar com aparente independência editorial, a empresa usava links com códigos de rastreamento para direcionar vendas ao Walmart, marca presente na estrutura do projeto.
O que motivou as demissões no Restart?
Brandy Berthelson, que comandava a redação do Restart até recentemente, revelou que toda a equipe editorial foi dispensada. O motivo oficial para as demissões ainda não foi divulgado, e Berthelson afirmou não poder comentar os detalhes do processo.
Alguns ex-funcionários confirmaram que receberam acordos de rescisão assinados com a Moonrock. Até o fechamento desta reportagem, o Restart segue no ar, porém, o futuro da operação envolvendo Walmart e Moonrock permanece incerto, sem esclarecimentos públicos sobre novos rumos.
Restart: o projeto do Walmart para o mercado gamer
O Restart foi concebido como uma plataforma editorial focada em games, similar ao antigo Game Informer, que já foi propriedade da GameStop. Antes do lançamento do Restart, o Game Informer chegou a ser desativado pela GameStop, que posteriormente o reativou sob nova administração.
Segundo informações na página oficial do Restart, a empresa afirmava ter independência editorial e nenhuma interferência do Walmart, apesar de os links de compra direcionarem para a rede varejista com um código de rastreamento para monitorar o tráfego.
Impacto para a comunidade gaming e o setor de conteúdo
Diante das demissões, o segmento editorial especializado em videogames sofre mais um revés, especialmente considerando a importância de portais que unem análise, notícias e divulgação do setor. O modelo de negócios do Restart, que misturava conteúdo e marketing afiliado, não resistiu ao ambiente competitivo.
Essa notícia surge num momento em que outros players do mercado investem em tecnologia e conteúdo, como o recente lançamento de gadgets e ferramentas para usuários de tecnologia. Para exemplificar, iniciativas como o Werewolf VFLEX, que moderniza dispositivos antigos para USB-C, mostram a efervescência do setor.
Como fica o futuro do Restart após as demissões?
Até o momento, Walmart e Moonrock não se pronunciaram oficialmente sobre os próximos passos para o Restart. Com a saída completa da equipe editorial, resta saber se a plataforma continuará ativa, mudará de foco ou encerrará suas atividades.
Não está claro se novas contratações serão feitas ou se a operação seguirá apenas com estratégia de conteúdo automatizado ou curadoria externa. Enquanto isso, fãs e profissionais do setor estão atentos ao desdobramento dessa decisão.
Vale a pena acompanhar o caso Restart?
O episódio envolvendo o Restart chama a atenção pelo impacto que tem na mídia de games e para quem acompanha o mercado gamer e editorial. A demissão completa da equipe num projeto patrocinado por uma gigante como o Walmart mostra desafios que vão além da produção de conteúdo e esbarram em estratégias de mercado.
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