Evan Smith, da Altana, fala sobre o novo normal do comércio global e o papel da IA nas cadeias de suprimentos

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O cenário do comércio global está mais complexo do que nunca e empresas de tecnologia têm papel fundamental para facilitar essa nova realidade. Evan Smith, CEO e cofundador da Altana, companhia que cria softwares para gerenciar cadeias de suprimentos mundiais complexas, revelou como a inteligência artificial (IA) vem transformando o setor, além de destacar os desafios das políticas comerciais em constante mudança.

Em entrevista, Smith avaliou o impacto das tarifas impostas nos últimos anos e apontou que elas não conseguiram gerar o retorno esperado de empregos industriais nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, ele detalhou o avanço das soluções tecnológicas que a Altana oferece para conectar governos, empresas e fornecedores em uma rede única, visando tornar o comércio mais seguro e eficiente.

A evolução do comércio global e o papel da Altana

Fundada em um momento em que a globalização tradicional começava a se complicar, a Altana aposta em software para facilitar a gestão dos novos desafios do comércio internacional. Smith explica que a empresa funciona como uma espécie de mapa compartilhado das cadeias de suprimentos, onde todas as partes envolvidas, desde agências governamentais até grandes operadores logísticos, acessam os mesmos dados em tempo real.

Essa rede integrada foi essencial para administrar as diversas mudanças nas políticas comerciais, principalmente nos Estados Unidos, onde o governo adotou uma série de tarifas e restrições, que muitas vezes causaram efeitos inesperados e complexos para as cadeias de suprimentos.

Tarifas não trouxeram empregos industriais de volta aos EUA

Apesar do objetivo de aumentar a produção industrial doméstica com tarifas sobre importações, dados analisados pela Altana mostram que a dependência da China no fornecimento de produtos não diminuiu significativamente. As importações americanas sofreram uma readequação geográfica: os produtos chineses passaram a ser redirecionados por países terceiros, como México, Canadá, Vietnã e Malásia, para disfarçar sua origem e evitar tarifas.

O impacto no setor industrial dos EUA também foi misto. Inicialmente, houve queda na produção, mas nos últimos meses o índice de atividade manufatureira voltou ao território positivo. No entanto, o número de empregos na indústria segue em declínio, impulsionado pela automação industrial. Smith destaca que a realidade da manufatura atual está muito mais tecnológica e automatizada do que a simples volta às fábricas tradicionais.

Inteligência artificial e automação para descomplicar a burocracia

Entre as recentes estratégias da Altana está a aquisição da Cervo AI, plataforma que automatiza processos burocráticos como o preenchimento de formulários aduaneiros, cuja complexidade cresceu bastante com o aumento das barreiras comerciais globais. Smith explica que, se antes as mercadorias circulavam sem muita burocracia, hoje robôs inteligentes precisam lidar diretamente com documentos para que o comércio não trave.

Embora exista uma certa ironia na automação de processos que antes não eram necessários, a tecnologia é a única saída para acelerar o comércio diante de regras cada vez mais complexas e rígidas. A Altana promove um sistema de agentes de IA que não apenas preenchem formulários, mas aprendem e ajustam regras através dos procedimentos operacionais padrão, aumentando a eficiência e reduzindo erros na operação.

Impactos geopolíticos e segurança econômica no comércio mundial

Smith ressalta que o comércio internacional está cada vez mais influenciado por questões geopolíticas, como os conflitos e tensões que afetam pontos estratégicos, como o Estreito de Hormuz, fundamental para o transporte de petróleo global. Altana acompanha em tempo real como esses movimentos afetam não só rotas e prazos, mas custos e estabilidade econômica.

O executivo também enfatiza a necessidade de fortalecer a resiliência e a redundância nas cadeias de suprimentos para diminuir riscos causados por ações como bloqueios e sanções, que têm potencial de desencadear conflitos mais amplos. A tecnologia, segundo ele, pode ajudar a criar redes mais seguras, com transparência sobre a origem e trajetória dos produtos, o que é essencial para garantir tanto o crescimento econômico quanto a segurança nacional.

Vale a pena conhecer mais sobre o que a Altana faz?

A Altana se destaca ao oferecer soluções inovadoras para um problema crucial do comércio global: a complexidade e imprevisibilidade das regras e rotinas aduaneiras, logísticas e regulatórias. Empresas que precisam movimentar bens internacionalmente ganham na produtividade e redução de riscos, enquanto governos melhoram a fiscalização e a segurança econômica.

Para quem se interessa pelo futuro do comércio mundial, entender como a inteligência artificial e tecnologias de rede podem transformar esse cenário é fundamental. A Altana, com seu foco em dados federados e sistemas integrados, mostra que o futuro passa pela cooperação inteligente e pela inovação em processos tradicionais, abrindo caminho para um comércio mais eficiente e seguro.

Este conteúdo foi elaborado por EventiOZ para quem deseja se aprofundar nas mudanças das cadeias de suprimentos e nas dinâmicas do comércio global em 2026. Com essa visão, fica mais fácil acompanhar os próximos passos do mercado diante das políticas de tarifas, avanços tecnológicos e desafios geopolíticos.

Vale notar que em meio a essas transformações, algumas companhias têm buscado reforçar a estrutura de suas operações via tecnologia, algo que você pode acompanhar em outras áreas, como no lançamento da rede global de telefonia via satélite da Amazon prevista para 2028. Já o avanço da IA não para, destacando notícias como os laboratórios chineses que desafiam gigantes americanos com modelos de IA de código aberto.

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