TÍTULO: Polestar anuncia saída dos EUA e deixa proprietários e concessionárias em dúvida sobre futuro
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TAGS: Polestar, veículos elétricos, mercado automotivo, concessionárias, Estados Unidos
META: Polestar encerra vendas nos EUA por restrição federal, gerando incertezas para proprietários e concessionárias sobre atendimento e valor dos carros.
A Polestar surpreendeu a indústria automotiva ao comunicar, em junho de 2026, sua decisão de interromper as vendas de veículos elétricos no mercado dos Estados Unidos a partir do modelo 2027. A medida foi motivada por uma regra do governo federal que impede a comercialização de carros que contenham software conectado originário da China, Rússia ou Irã.
Essa restrição gerou um impacto imediato para milhares de clientes e dezenas de concessionárias locais, que passam a encarar dúvidas sobre a continuidade do suporte técnico, garantia, atualizações e o futuro valor dos carros. A notícia veio em um momento de forte desvalorização dos veículos elétricos nos EUA, aumentando a apreensão sobre a manutenção do investimento.
Motivação da retirada e reação do mercado nos EUA
A Polestar, que tem sede na Suécia, mas é majoritariamente controlada pela chinesa Geely, não obteve autorização do governo Biden para seguir vendendo seus veículos no país. A legislação bloqueia veículos com software conectado fabricado em países considerados de risco para segurança nacional, e isso afetou diretamente a fabricante de EVs.
Isso ocorre apesar de a Volvo, também sob o controle da Geely, ter sido autorizada a continuar operando normalmente no mercado americano. A situação desagradou consumidores, que se sentem prejudicados sem uma explicação clara para esse tratamento diferenciado entre marcas do mesmo grupo corporativo.
Desafios enfrentados por proprietários e concessionários
Para os donos dos carros, a interrupção das vendas levanta preocupações sérias. Muitos questionam como será realizada a manutenção do veículo, se os centros de serviço continuarão ativos e quais serão as providências quanto às atualizações remotas de software. Além disso, existe um temor do que pode acontecer com o valor de mercado dos carros, já afetado pela queda expressiva dos preços dos veículos elétricos no país.
Nas concessionárias, o clima é de incerteza. Matthew Haiken, dono de uma revenda em New Jersey, destaca que as leis estaduais protegem concessionários diante de saídas voluntárias ou falências de montadoras. No entanto, essa saída da Polestar ocorre sob uma restrição regulatória inédita, o que deixa os representantes comerciais vulneráveis. Eles terão que continuar honrando garantia e serviços por vários anos, sem a possibilidade de vender novos veículos.
Garantias, serviços e o futuro da rede de atendimento
Nas condições atuais, as concessionárias precisam manter o suporte técnico, especialmente para a bateria, que possui garantia de até 10 anos em estados como Califórnia. O processo de devolução e recompra de veículos em regime de leasing também precisa seguir em funcionamento, demandando infraestrutura que, sem vendas novas, pode se tornar financeiramente insustentável.
A Polestar afirma estar em diálogo com suas redes de varejo para garantir a transição e manter o suporte aos clientes brasileiros e americanos. Segundo o porta-voz Michael Ofiara, todas as garantias continuam válidas nos termos originais. Ainda que isso tranquilize, muitos consumidores manifestam dúvidas sobre como o serviço será mantido na prática.
Impactos para o mercado e perspectivas para os concessionários
Muitos pontos seguem incertos para os revendedores. Algumas concessionárias já sinalizam possível fechamento, enquanto outras planejam se adaptar, aproveitando descontos expressivos em modelos Polestar 3 e 4 para estimular o estoque restante. Por sua vez, representantes admitem que, a longo prazo, locais exclusivos para a marca podem ser insustentáveis, pois a Volvo e outras marcas não devem ceder espaço para uma rede limitada e sem oferta contínua.
Além disso, o fechamento de centros de serviço em cidades como São Francisco e San Jose pode gerar transtornos para consumidores que precisarão se deslocar centenas de quilômetros para assistência. Em contrapartida, a companhia conta com 32 pontos de atendimento nos EUA, muitos integrados a concessionárias Volvo, o que pode ajudar a amenizar o impacto.
Vale a pena investir em Polestar após a saída dos EUA?
Com a saída da Polestar do mercado americano, a decisão de adquirir um veículo da marca passou a ser cercada de incertezas, principalmente no que se refere ao suporte e à valorização do carro. Para quem já possui um Polestar, o compromisso da marca em manter serviços e garantias é um ponto positivo, mas a limitação das operações desafia a experiência de uso a longo prazo.
No contexto geral, é fundamental acompanhar as atualizações da marca e as movimentações no mercado de veículos elétricos, que está em constante transformação devido a políticas públicas e avanços tecnológicos. Enquanto isso, concessionários e clientes se adaptam à nova realidade imposta pelo governo, que prioriza questões de segurança nacional em detrimento do crescimento de fabricantes estrangeiras. O cenário segue aberto para os fãs de carros elétricos, sobretudo aqueles atentos às notícias do setor aqui no EventiOZ.

