Filmes que Roger Ebert deu zero estrelas, mas ainda valem a pena assistir

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Roger Ebert, um dos mais influentes críticos de cinema, chegou a atribuir zero estrelas para 76 filmes ao longo de sua carreira. Embora sua crítica seja respeitada, muitos títulos nessa lista ganharam status cult e continuam despertando interesse entre fãs de gêneros como horror, ação e exploração. A análise desses filmes revela que nem tudo que recebeu nota baixa está perdido para o público.

Um entusiasta do cinema dos anos 70 e 80, período em que várias dessas produções foram lançadas, revisitou toda a lista dos zero estrelas de Ebert. O objetivo foi identificar obras que, apesar da rejeição crítica na época, ainda merecem ser vistas, seja pelo contexto histórico, pela influência no gênero ou pelo seu tom único.

“Death Race 2000” (1975): diversão camp do mestre Corman

Dirigido por Paul Bartel, esse filme é uma sátira sci-fi ambientada em um futuro distópico. A trama acompanha uma corrida mortal em que os participantes somam pontos ao atropelar pedestres. David Carradine interpreta o campeão Frankenstein, que é alvo de uma resistência a favor do fim da competição.

Apesar da reação negativa de Ebert, que ficou chocado com o público infantil se deliciando com a violência explícita, o longa tem charme pela proposta absurda e pelo clima de diversão exagerada. Com pequenas participações, incluindo Sylvester Stallone no início da carreira, é um exemplo clássico de cinema B que agrada quem busca entretenimento único e despretensioso.

“10 to Midnight” (1983): um thriller policial com pitadas de slasher

Este filme mistura o thriller criminal com elementos de slasher. Charles Bronson interpreta um detetive de Los Angeles que persegue um serial killer violento, dedicado a assassinar mulheres nuas. Quando a justiça não consegue impedir o criminoso, o policial considera agir por conta própria para proteger sua filha.

Embora Ebert tenha considerado o filme “repugnante”, esse trabalho pode atrair fãs de suspense policial e terror. Bronson desempenha seu papel de durão da forma que se espera, e o filme apresenta sequências tensas que combinam ação e horror. É uma produção mais crua e direta, típica da década de 80, que merece ser reavaliada.

“If He Hollers Let Him Go” (1968): um thriller sobre injustiça racial

Este suspense aborda temas de racismo e manipulação em um contexto tenso e provocativo. A história acompanha James Lake, um homem negro injustamente preso, que se envolve em uma trama perigosa ao recusar o pedido de um homem rico para matar sua esposa. Enquanto tenta provar sua inocência, ele enfrenta uma série de conflitos sociais e pessoais.

A crítica de Ebert foi dura, apontando a exploração da nudez e do racismo como aspectos negativos. No entanto, o filme oferece uma narrativa envolvente sobre preconceito e manipulação social, amparada em uma atuação sólida de Raymond St. Jacques. O longa, que antecede o auge do movimento Blaxploitation, funciona como um retrato histórico com forte carga dramática.

“Mad Dog Time” (1996): caos hipnótico com elenco estelar

Após sair de uma internação psiquiátrica, um chefe da máfia descobre que sua organização está fora de controle e que seu segundo em comando está interessado em sua operação e na sua namorada. A trama se desenvolve entre traições e tiroteios desordenados, com um roteiro que foge do padrão do gênero mafioso clássico.

Filmes que Roger Ebert deu zero estrelas, mas ainda valem a pena assistir

Roger Ebert classificou a produção como talvez o pior filme que já viu, mas há quem veja valor nesse “caos hipnótico”. O elenco inclui grandes nomes como Jeff Goldblum, Richard Dreyfuss, Gabriel Byrne, Diane Lane e Burt Reynolds, que entregam performances exageradas. Essa combinação transforma o desastre narrativo numa experiência curiosa para admiradores de cinema fora do comum.

Vale a pena assistir aos filmes com zero estrelas dados por Roger Ebert?

Rever os filmes a que Roger Ebert atribuiu zero estrelas revela que a visão do crítico nem sempre corresponde ao que o público moderno pode apreciar. Muitos desses títulos, especialmente de gêneros como cult, horror, ação e exploração, são mais relevantes quando vistos sob outra perspectiva.

Alguns filmes têm propostas polêmicas ou estéticas duvidosas, mas ainda assim possuem valor histórico, singularidade ou entretenimento específico. É o caso de obras como “Death Race 2000” e “Mad Dog Time”, que se tornaram curiosidades cult, além de outros que trazem narrativas interessantes como “If He Hollers Let Him Go”.

Explorando os limites do gosto cinematográfico

No levantamento feito pelo jornalista do EventiOZ, percebe-se que, apesar da seleção conter várias produções consideradas ruins, algumas se destacam ao longo do tempo pela originalidade e influência. Portanto, assistir a esses filmes pode ser mais uma experiência de descobrimento do que um teste de paciência.

O universo das críticas mostra um abismo entre gosto popular e opinião especializada, especialmente em obras polêmicas ou de nicho. A lista dos zero estrelas de Ebert é um convite para refletir sobre a diversidade do cinema e as múltiplas formas de apreciação.

Quem se interessa pelo assunto pode explorar ainda os gêneros que misturam elementos do thriller ao terror ou ação, como o corpo policial em “10 to Midnight”, ou o impacto social de produções como “If He Hollers Let Him Go”. Para fãs de cinema cult, esses títulos são uma chance de ampliar o repertório e compreender o panorama do cinema para além das estreias e grandes lançamentos.

Quer descobrir outras obras fora do convencional? Um olhar atento ao passado pode revelar, assim como esses filmes com zero estrelas, diversas produções que marcaram épocas. Para quem gosta daquelas histórias clássicas de ação, vale também conferir o ranking dos filmes de Chuck Norris nos anos 80, que reúne desde clássicos até títulos menos conhecidos com muita adrenalina e nostalgia.

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