Masters of the Universe é uma das franquias mais importantes dos anos 1980, marcada por personagens icônicos como He-Man e Skeletor. Apesar do impacto cultural na época, a trajetória da franquia no cinema e TV teve altos e baixos, com produções que variaram entre sucessos cult e fracassos de bilheteria. A mais recente adaptação cinematográfica, produzida pela Amazon e MGM, recebeu boas críticas, mas enfrenta um desempenho fraco nas bilheterias.
Ao longo de 43 anos, a saga Masters of the Universe contou com diversas séries, spin-offs e longas. Cada produção reflete bem o contexto da época, tanto em termos de estilo como de apelo para o público. Fazendo um balanço entre impacto cultural e qualidade narrativa, apresentamos a seguir o ranking completo de filmes e séries da franquia, mostrando os momentos mais marcantes e curiosos em sua história.
The New Adventures of He-Man (1989-1990)
Após o fim da série original, a Mattel tentou reviver a franquia com The New Adventures of He-Man. Essa produção abandonou o estilo de fantasia e adotou uma pegada mais científica, bastante inspirada no universo Star Wars. Com animação superior à original, mesmo assim a série não agradou, apesar do sucesso do brinquedo Espada do Poder naquele ano.
A série durou apenas uma temporada de 65 episódios, número maior do que muitas animações de sucesso atuais, mas não obteve continuidade. Hoje, a produção é vista como uma peça rara na história da franquia.
Masters of the Universe (1987)
Lançado quando a popularidade da série já estava em declínio, o filme de 1987 foi uma produção ambiciosa com Dolph Lundgren no papel de He-Man e Frank Langella como Skeletor. A adaptação escolheu ambientar a maior parte da história na Terra, omitindo personagens clássicos como Battle Cat e Orko.
Mesmo com interpretações dedicadas, inclusive de Courteney Cox, o longa falhou tanto com a crítica quanto no caixa, prejudicando futuras adaptações de animações em live action por quase uma década. Esse filme entrou para a história como um exemplo de que sucesso em brinquedos não garante êxito no cinema.
He-Man and She-Ra: A Christmas Special (1985)
Dentro da tradição dos especiais natalinos dos anos 1980, esse episódio trouxe personagens de Eternia até a Terra, iniciando uma narrativa afetiva sobre o espírito de Natal. Orko, um dos personagens mais queridos, leva duas crianças para um encontro mágico no mundo de He-Man e She-Ra.
Embora claramente seja um projeto para promover os brinquedos durante as festas, o especial conquistou um espaço especial na memória afetiva dos fãs, especialmente pela visão alegre de He-Man vestido de Papai Noel.
He-Man and the Masters of the Universe (2021-2022)
A Netflix lançou em 2021 essa versão em CGI voltada para o público infantil. Diferente de Masters of the Universe: Revelation, que tem tom adulto e dá sequência direta da série original, essa aposta modernizou a estética para crianças, lembrando produções como Green Lantern: The Animated Series.
Com 26 episódios divididos em três temporadas, o reboot contou com um elenco vocal renomado, incluindo a voz pioneira de Kevin Conroy. Por mais que tenha ficado à sombra de Revelation, a série foi importante para apresentar a franquia para uma geração mais nova.
She-Ra: Princess of Power (1985-1987)
Com o fim da primeira leva de episódios de He-Man, She-Ra nasceu como um spin-off focado no público feminino. Criada por J. Michael Straczynski, a trama revela a irmã gêmea perdida do Príncipe Adam, ampliando o universo e trazendo uma protagonista emblemática. A série desafiou o conceito de que desenhos femininos eram novidade, mostrando um enredo forte e bem desenvolvido.
Se gosta do trabalho de Straczynski ou acompanhou o reboot She-Ra and the Princesses of Power, esta série original é indispensável para entender a evolução da personagem.
He-Man and the Masters of the Universe (1983-1985)
A série que iniciou tudo teve um papel crucial na década de 1980. Baseada na linha de brinquedos da Mattel, a animação foi uma das primeiras a explorar esse modelo, após uma flexibilização nas normas da Federal Communications Commission (FCC). Além de popularizar os personagens, a série introduziu elementos inéditos à mitologia, como a identidade secreta do Príncipe Adam e personagens como Orko e The Sorceress.
Limitações orçamentárias e técnicas marcaram a produção, mas seu tom e impacto cultural fizeram dela um marco na animação da época, influenciando gerações de fãs.
The Secret of the Sword (1985)
Tratando-se de uma edição teatral com os primeiros episódios de She-Ra costurados para o cinema, esse filme tem papel fundamental ao apresentar a heroína à franquia maior de Masters of the Universe. O longa fez sucesso financeiro, arrecadando US$ 7,5 milhões com orçamento de US$ 2 milhões.
Com roteiro que conecta a nova protagonista ao universo de He-Man, o filme apresenta ainda novidades na vilania, como Hordak, mentor de Skeletor — uma trama que expandiu o interesse pela franquia.
He-Man and the Masters of the Universe (2002-2004)
Após mais de uma década de hiato, a Mattel lançou esta versão com estilo mais moderno e inspirado em animes. A série de dois anos no Cartoon Network buscou resgatar o interesse na franquia com narrativa mais séria e ação mais fluida. Ainda que tenha conquistado fãs, não vendeu a nova linha de brinquedos como esperado.
Hoje, o desenho possui uma base fiel de admiradores que valorizaram sua abordagem renovada e ajudou a manter He-Man vivo na cultura pop das décadas seguintes.
Masters of the Universe (2026)
A produção cinematográfica mais esperada, desenvolvida desde 2007, finalmente será lançada em 2026. Dirigido por Travis Knight, o longa se inspira no universo clássico dos brinquedos e da série animada para criar uma aventura de fantasia com humor e senso crítico sobre poder e masculinidade.
Nicholas Galitzine vive Prince Adam/He-Man, enquanto Jared Leto interpreta Skeletor em um papel elogiado. O filme busca entregar leveza e uma narrativa divertida, ideal para quem gosta de aventuras no estilo Thor: Ragnarok, sem perder referências essenciais da franquia.
Masters of the Universe: Revelation & Revolution (2021-2024)
Produzida por Kevin Smith, Revelation e seu desdobramento Revolution se destacam como as melhores animações fantásticas da última década. Continuando a história da série original, oferecem animação aprimorada, roteiro maduro e equilíbrio para agradar fãs antigos e curiosos novos espectadores.
O elenco vocal de altíssima qualidade e a riqueza visual tornam essas séries essenciais para quem quer explorar o universo de He-Man em sua forma mais sofisticada. No entanto, o final em cliffhanger e a ausência de resolução nos deixam esperando por futuros capítulos.
Vale a pena assistir Masters of the Universe?
Com títulos que vão do nostálgico ao moderno, Masters of the Universe oferece opções para diferentes perfis de fãs. Se você busca entender a origem da franquia, a série original de 1983 e seus spin-offs são fundamentais. Para quem quer ver animações contemporâneas de alta qualidade, Revelation e Revolution são imperdíveis.
Para os mais jovens ou interessados em histórias mais leves, a versão da Netflix ou o filme de 2026 prometem diversão com linguagem atualizada. Já clássicos como o filme de 1987 podem ser interessantes para os curiosos da história do cinema de fantasia.
Nas suas diversas encarnações e formatos, Masters of the Universe continua gerando conteúdo que acompanha as mudanças do mercado de entretenimento e mostra como a cultura pop evolui ao longo das décadas. No EventiOZ, você encontra sempre notícias fresquinhas para se manter por dentro desse universo.
Para quem gosta de acompanhar novidades de séries e reboots, vale também conferir informações sobre a quarta temporada da série Lupin na Netflix ou a próxima fase da série Marshals, spin-off de Yellowstone, que já iniciou produção com as primeiras imagens divulgadas.

