O recente lançamento biográfico Michael alcançou um marco expressivo nas bilheterias, superando o icônico filme de Christopher Nolan, Inception. A produção da Lionsgate já arrecadou US$ 855 milhões globalmente, garantindo seu lugar como o maior sucesso comercial da distribuidora até hoje. Entre esse montante, US$ 345 milhões foram conquistados só no mercado doméstico.
O longa, que retrata a vida do Rei do Pop Michael Jackson, contou com direção de Antoine Fuqua e estrelou Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, no papel principal. O desempenho do filme é ainda mais notável quando comparado à obra de Nolan que conquistou US$ 828 milhões ao redor do mundo, incluindo US$ 292 milhões só nos Estados Unidos.
“Michael” supera multimilionária bilheteria de “Inception”
Lançado em 2010, Inception é um thriller de ficção científica estrelado por Leonardo DiCaprio, reconhecido por suas cenas de ação e trama complexa. Com apoio de um elenco destacado, que inclui Tom Hardy e Cillian Murphy, o filme recebeu aclamação crítica, conquistando 87% no Rotten Tomatoes e 91% de aprovação do público.
Porém, quase 17 anos após a morte de Michael Jackson, o filme biográfico Michael mantém o ícone pop vivo nas telonas com seu enorme sucesso comercial, situando-se entre os títulos mais lucrativos de 2026. O desempenho chama atenção especialmente pela sua popularidade junto à audiência, contrariando a avaliação crítica.
“Michael” é sucesso da Lionsgate, mas divide opiniões
Embora o filme tenha impressionado no box office, seu lançamento recebeu críticas mistas. Na plataforma Rotten Tomatoes, o longa possui apenas 39% de aprovação dos críticos, que apontam a falta de aprofundamento na vida complexa do cantor. O consenso menciona que o filme se assemelha a um álbum de maiores sucessos, mas que carece de contexto e reflexão mais detalhada.
Por outro lado, a resposta do público foi extremamente positiva, com 97% de aprovação na mesma plataforma, o que explica, em parte, o sucesso nas bilheterias. Essa divisão acentuada revela como Michael mexeu com emoções distintas entre especialistas e fãs.
Possível sequência de “Michael” pode ignorar controvérsias
Uma das grandes polêmicas em torno do filme envolve a ausência do tratamento das acusações que acompanharam o nome de Michael Jackson. Inicialmente, informações indicavam que o terceiro ato do filme traria à tona essas questões, mas a parte foi removida por motivos legais.
Por isso, a Lionsgate já avalia a produção de uma continuação que, talvez, opte por um roteiro menos crítico e mais focado em sucessos musicais e fatos menos controversos da vida do cantor. “Há muita história sobre Michael Jackson que não foi explorada, com momentos populares do seu repertório musical que ficaram de fora”, declarou o chefe de cinema da distribuidora durante uma conferência com investidores.
Essa decisão indicaria um possível recuo do estúdio em relação às acusações e um foco maior na celebração da carreira do artista, o que pode modificar o tom da sequência em comparação ao filme original.
Elenco e produção de destaque em “Michael”
Dirigido por Antoine Fuqua, conhecido pelo filme Training Day, Michael apresenta Jaafar Jackson como protagonista, acompanhado por nomes como Colman Domingo, Nia Long, Mike Myers, Miles Teller e Laura Harrier. O roteiro ficou sob a responsabilidade de John Logan, enquanto a produção contou com Graham King, John Branca e John McClain.
O filme estreou oficialmente em 24 de abril de 2026 e tem duração de 130 minutos. Classificado como PG-13, mistura elementos de drama, música e história, buscando retratar tanto o talento quanto a trajetória por vezes controversa do Rei do Pop.
Vale a pena assistir “Michael”?
O filme se apresenta como uma opção atraente para fãs de música e biografias, apesar das críticas negativas da imprensa especializada. Sua bilheteria expressiva e a excelente aceitação do público indicam forte apelo comercial.
No entanto, a ausência dos momentos mais polêmicos da vida de Michael Jackson pode desagradar quem espera uma abordagem mais profunda e crítica. Ainda assim, o desempenho de Michael nas telonas fez com que fosse considerado uma das maiores produções de 2026, certamente merecendo atenção no cenário audiovisual atual.
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