Guy Ritchie repete erros antigos em seu novo thriller de ação “In the Grey”

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O lançamento mais recente do diretor britânico Guy Ritchie, o thriller de ação “In the Grey”, traz o estilo elegante e as sequências explosivas que caracterizam sua carreira. No entanto, o filme também reproduz um problema recorrente dos últimos 21 anos na filmografia do cineasta, prejudicando a recepção crítica da produção, que tem apenas 48% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Com um elenco estrelado por Eiza González, Henry Cavill e Jake Gyllenhaal, o longa mostra um trio de agentes de elite que utilizam espionagem corporativa, sabotagem e retaliações violentas para controlar o comportamento de bilionários poderosos. A trama mistura manobras legais e confrontos armados, mantendo o jeitão arrojado, mas falhando em entregar profundidade e originalidade na narrativa.

“In the Grey” é mais um filme de Guy Ritchie que impressiona no visual, mas carece de conteúdo

Os primeiros trabalhos de Guy Ritchie, como as clássicas comédias policiais “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” e “Snatch”, fizeram sucesso imediato, consolidando seu nome. Mais tarde, o grande destaque veio com a franquia “Sherlock Holmes”, estrelada por Robert Downey Jr. No entanto, a trajetória do diretor inclui filmes que deixaram público e crítica desapontados.

Seu primeiro thriller de ação, “Revolver” (2005), foi um fracasso comercial e de crítica, apresentando problemas que acabam voltando em suas obras seguintes. “In the Grey” segue essa linha, concentrando-se mais no estilo e na ação do que em uma história sólida e inovadora. O longa exige que o público desligue o senso crítico para apreciar a estética e as cenas de confronto.

O carisma do elenco não salva uma trama pouco original em “In the Grey”

Eiza González, Henry Cavill e Jake Gyllenhaal conduzem o filme com presença e charme, interpretando personagens que estão sempre um passo à frente dos adversários. Essa dinâmica ajuda a manter o ritmo durante as sequências de espionagem e negociações tensas.

Porém, o desenvolvimento da trama segue fórmulas já exploradas pelo próprio Ritchie em outras produções. O filme evolui até um terceiro ato repleto de tiroteios e explosões, reforçando o estilo característico do diretor, mas deixando de lado elementos que poderiam dar mais substância à história.

Guy Ritchie oferece entretenimento, mas continua falhando em levar seus filmes para o próximo nível

Apesar das críticas negativas, a habilidade de Ritchie para criar cenas de ação visualmente impactantes e usar atores carismáticos garante um entretenimento garantido. Sua filmografia demonstra um grande abismo entre a percepção do público e a avaliação dos críticos, com diferenças de mais de 20 pontos nas notas do Rotten Tomatoes.

O efeito disso é que seus filmes ficam na memória como algo divertido no momento, mas esquecível logo após a sessão. “In the Grey” segue esse padrão e não traz nenhuma revolução para o gênero, sendo apenas mais um título dentro da filmografia do diretor.

Guy Ritchie repete erros antigos em seu novo thriller de ação “In the Grey”

Casos em que Guy Ritchie mostrou que pode equilibrar estilo e história

Vale lembrar que o diretor é capaz de verdadeiros sucessos que conseguem combinar sua assinatura visual com histórias envolventes. Além dos primeiros sucessos e da franquia “Sherlock Holmes”, o filme “The Covenant”, inspirado em relações reais entre soldados americanos e intérpretes afegãos, conquistou elogios consideráveis.

Outro exemplo é “The Gentlemen”, com humor e ação que deram origem até a uma série na Netflix. Contudo, “In the Grey” não alcança esse mesmo patamar, demonstrando que embora Ritchie tenha potencial para produções memoráveis, falta um passo a mais no desenvolvimento do roteiro para atingir esse objetivo.

Vale a pena assistir “In the Grey”?

Para fãs de filmes de ação com estilo e sequências bem coreografadas, “In the Grey” pode ser uma opção agradável, especialmente com um elenco forte liderado por Henry Cavill, que recentemente estreou seu novo filme de ação dirigido por Guy Ritchie nos cinemas. No entanto, quem busca uma narrativa profunda ou inovação no gênero pode ficar decepcionado.

No geral, o filme é mais um exemplo da fórmula de Guy Ritchie: visual marcante e ritmo acelerado, porém sem entregar novidades que conquistem público e crítica de forma duradoura.

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